Terça-feira, Agosto 30

yay!




O inferno astral acabou.

Sexta-feira, Agosto 26

hoje não há aviso aos navegantes

hoje não há aviso aos navegantes
Na verdade eu sou uma imbecil cujo projeto de vida é agradar outras pessoas, rodeá-las feito cachorro faminto atrás de migalhas de atenção.

Entrei nuns grupos de trocas de FBs e sempre que faço isso, fico besta com a falta de animosidade das pessoas. Em meio segundo todos me amam, me chamam de dear e querem me mandar coisinhas bonitas pelo correio. Derreto. E não aprendo.

Ele volta de Berlim hoje. Dormi sozinha, a cama é fria. Não sei se o verão está indo embora ou se já foi (nunca sei quando as estações mudam), mas ontem notei que escureceu mais cedo e que precisei ligar o aquecedor. Maybe it's because my sun wasn't here. Impressionante como a presença dele irradia calor pelos cômodos, como a sua voz torna a casa melodiosa e o sorriso que ilumina tudo... Queria ser assim. E não apagada e murcha feito uma bituca de cigarro na chuva. Enfim. Nem todo mundo nasceu pra ser o centro do sistema solar, dear Marie.

Feriadão. Segunda é bank holiday. Estamos pensando em ir à Inglaterra na semana que vem, comprar coisas para a casa. Coisas práticas e boring e grown-up feito geladeira, fogão elétrico (apesar de termos a Aga), luminárias e demais miudezas. A reforma do interior está, a passos de lesma, se aproximando do fim. Depois que os homezinhos sujos e barulhentos forem embora levando seus baldes e ferramentas, nos restará pintar os cômodos - do(fuck)-it-yourself-mode-on -, decorá-los e refazer os jardins. Não sei se vou estar aqui pra ver tudo isso, though.

Quarta-feira, Agosto 24

:)




Happy Birthday, my Love.

Quarta-feira, Agosto 17

passa o catchup, moço

Me rendi.
A fome foi maior que a preguiça e saí da cozinha com um prato de farofa de ovo com arroz.
Acho que vou comer com catchup.
Na cozinha, eu supero qualquer homem. Na qualidade de inventar combinações tão bizarras quanto nauseabundas.

E a maior qualidade do meu marido é ter as panelas com o teflon mais poderoso da Inglaterra.
Não fosse por isso, ele já não teria mais panela nenhuma.
(deu pra notar que o arroz grudou, né)

Mas pára e pensa. No Brasil o fogo só tem três temperaturas possíveis: alto, baixo e desligado.
No fogão aqui de casa existem DEZ categorias pra fogo alto e mais DEZ pra baixo.
Você TAMBÉM erraria, Nigella.

* * *

Tô brincando, mas o assunto é sério.
Devo morrer na segunda feira - depois comento.

Terça-feira, Agosto 16

I need professional help

Minha bolsa do Nightmare Before Christmas. Tem estampa da Sally atrás, mas deu preguiça de virar a bolsa. Sorry.




Perdi as esperanças de ganhar o troféu Cozinheira do Ano. Too old to learn. Já passei dos 20 e até agora NADA. Até o pão de alho e os pães de queijo que tentei assar no forno essa semana queimaram. Sou daquelas que espera o marido chegar na porta, com o prato vazio na mão, apontando o fogão e pedindo "pelo amor de deus, me cozinhe algo que eu não aguento mais sobreviver à base de maçã!!". Sorte que tenho um esposo compreensivo. Ele "compreende" que é melhor ir pilotar o fogão sozinho do que me deixar queimar panelas caras, estragar material e ficar revoltada com a minha própria incompetência.

Até o recheio do sanduíche que estou comendo agora foi ele que fez. O conceito de picar o frango, levá-lo para a frigideira, dourá-lo, picá-lo... Peraí, acho que esqueci alguma coisa. Tinha que temperar? E pode jogar no óleo quente? E o que eu faço quando começar a espirrar óleo e fazer fumaça? Saio correndo? Chamo os bombeiros?

Se depender da minha pessoa, não sai NADA. No máximo miojo (isso quando eu não esqueço no fogo e vira carvão), sopinha de pacote (o mesmo dilema do miojo) e sanduba de pão com manteiga (às vezes passo manteiga demais). Bolo de pacote é complexo demais, tem que misturar outras coisas e eu nunca acerto.

Um moça no Orkut (na comunidade daqueles que, como eu, entendem a cozinha como apenas um corredor largo que contém uma geladeira) perguntou como fazer pra remover o fundo PRETO de uma panela que ela queimou. Ora bolas. Se nem sabemos cozinhar, vamos saber limpar panela?? Recomendei que guardasse a panelinha queimada nalguma prateleira. Afinal, vai chegar a hora em que ela estará morta de fome e desencorajada de tentar cozinhar de novo e correr o risco de queimar outra panela. Então poderá raspar o grude preto do fundo e comê-lo. É crocante e conserva o gostinho da comida que foi queimada. Muito bom com coca cola geladinha e um bom vídeo. Marie LaStrange recomenda.

Por falar nisso, parece que todas as minhas panelas padecem do mal "combustão espontânea". Eu JURO que não tenho culpa... Eu só as deixei no fogo um pouquinho, poxa... Só duas horas em temperatura máxima (esqueci de diminuir quando começou a ferver... aliás, nem vi quando começou a ferver), não era pra elas terem queimado!!! Esse mundo é muito injusto, sabe.

As maçãs do jardim. Vizinha "hag" nenhuma vai comer tortinha feita pelo Alaric. Comprem na delicatessen.




Hoje pela manhã, fórum onde se reúnem pessoas que, supostamente, adoram animais:


"Sou apaixonada por gatos, quero adotar um gato todo branco".

"Alguém teria um siamês para adoção? Queria dar um gato de presente pro meu pai que está dodói".

"Quero um gato persa ou angorá, pode ser misturado, desde que seja bem bebezinho".

"Estou procurando um gatinho para adoção. Procuro um persa, tenho certeza que ele ficará muito bem aqui em casa".

"Se alguém souber de um gato persa para ser doado, eu gostaria!".

"Moro no RJ gostaria de ter uma gato persa(femea)".

"quero uma gatinha de preferencia branca e novinha."


Quanto mais eu lia, mais enojada ficava. Preconceito de cor no reino animal é demais pro meu estômago. Ninguém quer um gato preto, ferido, doente. Todo mundo quer um bicho de pelúcia fofo, de pêlo branco limpinho e olhos azuis. Quando é que as pessoas vão entender que bicho é pra amar, e não pra enfeitar a estante?? Querem gato de raça de graça, acreditando que ainda estão fazendo caridade ao aceitá-los... Se querem tirar onda com "bicho de griffe", vão na pet shop e desembolsem 400 pilas, cambada de oportunistas!

Na verdade, bicho de raça nem devia estar em cogitação. É graças a esse comércio maldito que criadores sem um pingo de escrúpulo transformam fêmas em verdadeiras "fábricas de filhotes", fazendo as coitadas emprenhar em TODOS os cios, e depois jogando-as no lixo quando estão doentes ou velhas demais pra procriar.

É esse tipo de gente que abandona o animal na rua quando adoece ou passa da fase fofa de bebê. Daqui a pouco vou ver anúncios do tipo: "quero um gato branco, de olhos azuis, curso superior, situação estável, carro do ano e renda superior a 20 salários mínimos para um relacionamento sério". Depois não querem que eu fale palavrão. É que só xingando *mesmo*.

Quer ajudar MESMO? Vá até um abrigo e escolha o gato menos bonito que encontrar. São esses os que dificilmente encontrariam um dono nesse mundinho fútil. E posso te garantir que o amor que você receberá em troca é o MESMO que o de um Persa, Angorá, Siamês ou Sagrado da Birmânia.

E a Maluca manda uma lambida a todos os real cat lovers do planeta:


download completo

Meo deos, como são feinhos, hein...



Publicaram aqui uma reportagem meio que sentando o pau na J.K.Rowling. Não nos livros, mas na persona em si. Não vou com as fuças, mas não foi por causa disso que eu ri. A matéria estava engraçada mesmo. Aceito o hype, mas não entendo. Não me odeiem, meus amiguinhos fãs de HP. Eu tenho 19326392 amigos que acham Pink Floyd uma merda, fazem questão de me dizer isso e eu até compreendo o ponto de vista. Prog rock, definitivamente, não é para todos os gostos. Da mesma forma que literatura infantil também não é. Sorry.

Eu não redimensionei todas as fotos ainda, por isso não vou postar nada. Passei as últimas 50 horas mais ou menos sob o sol, re-empacotando móveis, roupas e objetos pessoais para tentar fazer com que tudo coubesse na van (uma Sprinter IMENSA, emprestada de um amigo). Quase não deu. Tive que deixar pra trás a cadeira giratória, mas eu tenho uma nova. E depois, a cadeira velha era da UNISYS. Não quero lembranças ruins do meu tempo de escravidão poluindo minha vida, thank you.

Enfim, tudo está aqui. Estou oficialmente "transplantada" para a ilha de Jersey, não sem antes me estressar por causa do calor (estou três tons mais preta do que estava antes), dos engarrafamentos intermináveis nas estradas, dos atrasos dos barcos, de não ter conseguido, mais uma vez, arrumar tempo para fazer as coisas que eu queria ter feito. Me estressei com as lojinhas fechando às cinco da tarde, com as mães carregando crianças de QUATRO anos de idade em carrinhos de bebê (e com isso atravancando calçadas e ainda olhando de cara feia quando ELAS esbarram em você!). Prometi a mim mesma que não vou mais à mainland (a não ser direto pro aeroporto para pegar vôo para outro país). Vamos ver se consigo cumprir a promessa. Tenho quase certeza que não. Odeio mas adoro aquele lugar.

A cada dia que passa eu me decepciono mais e mais com "gente de internet". Constam do meu currículo os seguintes casos:

1) rapaz que fica chateado porque chamei a Luana Piovani de "hipócrita" no meu blog, e me manda um vírus que destrói 80% do conteúdo do meu micro e depois invade o meu site;
2) baranga problemática que tem invejinha da minha suposta popularidade virtual (pfe), arma seguidos complôs contra a minha pessoa e termina orquestrando a invasão do meu site;
3) blogueira pop que se solidariza comigo e me dá apoio depois das invasões e que de repente pára de responder meus emails e se torna amiguinha dos hackers que tiraram meu site do ar;
4) blogueira inexpressiva que gruda em mim pra obter notoriedade, e depois que se torna amiga dos "pops" passa a falar mal de mim para todos eles;
5) putinha de fotolog que se faz de melhor amiga e quando consegue virar pop star me bloqueia no MSN.
6) gentes que pedem para ser adicionadas ao meu livejournal, e depois não agradecem, não comentam, e ainda fofocam sobre meus posts friends-only com terceiros;
7) pessoas que me adicionam no LJ e depois me tiram da lista porque "eu não comento" nas baboseiras que elas escrevem (detalhe é que me adicionaram porque QUISERAM, e também não comentavam nada aqui... hilário);
8) pessoas que julgam as outras pela aparência física. "ah, você não é bonita, então não pode ser legal";
9) pessoa UM que diz odiar pessoa DOIS, comenta comigo coisas cabeludas sobre a pessoa DOIS e depois conta à pessoa DOIS que EU sou falsa e falo horrores dela pelas costas;
10) pessoa DOIS que oferece HOSPEDAGEM em seu domínio para a pessoa UM se ela conseguir provar que eu sou falsa.

A lista, obviamente, não pára por aqui. Então, criaturinhas, não fiquem chateadas comigo se eu me abro pouco, se eu pareço manter os dois pés atrás o tempo todo e jogar na defensiva. Anos e anos de praia, sabe como é. Todo filho da puta é filho da puta até provar-se não-filho-da-puta (mas ainda assim, na maioria dos casos continuará sendo filho da puta em POTENCIAL). Eu não me vingo. Mas não esqueço.

Amanhã eu volto.

Domingo, Agosto 14

about:blank

Even if I am in love with you
All this to say, what's it to you?
Observe the blood, the rose tattoo
Of the fingerprints on me from you

Other evidence has shown
That you and I are still alone
We skirt around the danger zone
And don't talk about it later

Marlene watches from the wall
Her mocking smile says it all
As she records the rise and fall
Of every soldier passing

But the only soldier now is me
I'm fighting things I cannot see
I think it's called my destiny
That I am changing


Ele caiu fora às seis da tarde. Domingo, segunda e terça na Alemanha. Tenho odiado dormir sozinha, desenvolvi um medo patológico dos fantasmas dos filmes baratos de terror a que ando assistindo.

Por falar em filme, comprei 5 VHS a uma libra cada ontem. Charity shops rocks my socks.


Ontem foi um dia bem legal. De manhã fomos à cidade, comprei um spray de Veet pra deletar os pêlos das pernas, que são finos porque nunca raspei (do joelho pra cima, diga-se. Do joelho pra baixo é giletão econômico, mesmo). Ando doente e sem comer nada, mas ele me comprou um sanduba de frango com maionese e sentamos na grama da pracinha em frente ao office e comi observando uma mãe bem jovem que fumava + um carrinho de bebê vintage + uma garotinha hiperativa correndo e gritando nos ouvidos de quem quer que fosse.

A chuva desabou com vontade na hora em que estávamos saindo pra pegar o John. Fomos jantar num XXX Bistrô qualquer (esqueci o nome que vinha antes - ou seria depois? - de "bistrô"). Caro. Mas foi bom pra variar, dar férias à dupla comida de pub + pint de Bass. A mulher da mesa ao lado não parava de me encarar. Mas será possível que as pessoas não se mancam? Senhoras inglesas de família que jantam em restaurantes franceses usando bolsas Mulberry de 500 libras têm todo direito de ser preconceituosas, mas nunca mal educadas. Matei saudades de Kir Royal (com a metade de morango boiando, como ele sempre pede), não consegui terminar meus pratos, mas estavam deliciosos. Vinho demais e já saí dali meio eeeeeeeeee. Chegamos no L'Auberge du Nord às dez e meia, o show estava pra começar. Fui apresentada a uma gorda quarentona vestida de hippie (não combina, meu bem, não combina), que vinha a ser a esposa do baixista da banda, amigo do Alaric. Mal me olhou na cara. Mas ok, ela É amiga da EX do meu marido - cumpriu o seu papel de unconditional friend e, apesar da mesquinharia do gesto, achei válido e ela não perdeu pontos. Mas aquela saia hippie... Bem.

Dançamos. Saudade de sair à noite pra dançar. A banda era boa, 70's rock, o guitarrista mandava bem. Tocaram alguns clássicos, e o respectivo, depois do kir + vinho + 3 pints de cerveja, começou a se sacudir desconjuntado. Coisa linda. As mocinhas da terceira idade (ok, segunda e MEIA, não sejamos cruéis) à minha frente rebolavam até o chão. Beautiful. Fui apresentada a outra amiga do Alaric, a primeira mulher nessa ilha que pode se orgulhar de ter ganho a condecoração "Amor de Pessoa" concedida por Marie LaStrange. Até ficamos conversando um tempão, coisa rara de constar nos meus catálogos.

Na hora de ir embora, ops. O carro havia sido deixado na cidade, no estacionamento do trabalho, já que ninguém ia dirigir bêbado. Cadê os táxis?? Todos os taxistas de Jersey, que ganham muito bem e não precisam fazer hora extra nem trabalhar de madrugada, estavam dormindo. Os que necessitassem do serviço que se fodessem. Sentei num banco do nightclub já quase vazio, maldizendo a pseudo igualdade social do Primeiro Mundo. Todo socialista de meia tigela tem orgasmos retóricos afirmando que aqui é que é um país justo, onde os taxistas não precisam de dinheiro, as lojas fecham às cinco e meia porque os vendedores querem ir pra casa ver Emmerdale, os pedidos nos pubs são aceitos até às nove porque depois disso o staff quer ir pra casa planejar as férias na Turquia. Mas quando estavam no Brasil adoravam sair da "balada" (argh) e ter 243847378 táxis disputando no tapa o direito de levá-los pra casa para serem pagos e poder pagar a escolinha do filho e a mensalidade do plano de saúde. Capitalismo é isso aí. Os que podem menos sustentam os que podem mais e são sustentados por eles. Simbiose econômica. Ok, eu estou sendo amarga. Não chupe o meu dedo.

Tentei dormir num dos banquinhos acolchoados do L'Auberge, mas o mesmo segurança palhaço que enfiou um papelzinho no meu ouvido quando eu estava dormindo sentada, implicou quando eu deitei: "Ei, ei, ei, não pode deitar aí não, sorry darling". Então tá, respondi. Passei várias noites dormindo em banquinhos acolchoados ou mesmo carpetes sujos de bituca de cigarro e pedaços de comida pelas "nights" da vida no Brasil. Não havia a menor possibilidade de táxi para a minha cidade, quase ninguém na turma tinha carro e os ônibus só começavam a rodar de manhã. Bons tempos, chegar em casa com o dia amanhecendo, ouvidos surdos por causa da música alta, cabelo suado e fedido, em leve rebordosa.

Finalmente apareceu um táxi. Havia um filhote de beagle no banco ao lado do motorista. Eu, John e Alaric nos apertamos no banco traseiro. Apesar de tudo, foi uma noite adorável, e agora tenho diante de mim a perspectiva de quatro dias onde absolutamente nada vai acontecer.



Liguei pra casa da minha mãe por imaginar que meu pai estaria lá. Foi ele mesmo quem atendeu. Vou comprar pra ele mais um carrinho de brinquedo pra levar de presente em Setembro. Chantilly já teve o microchip subcutâneo implantado, e semana que vem vai fazer o exame de sangue. O sangue viaja até Portugal e em 15 dias retorna com o resultado. A partir daí, são 3 meses que ela vai precisar ficar no Brasil, antes de poder embarcar... para a França. Estou me sentindo até culpada por viver num país cujas leis idiotas eu não consigo respeitar (leio TANTO absurdo nos jornais que chega a me embrulhar o estômago... O Brasil me enojava pela corrupção e falta de moral, a Inglaterra me irrita pela burrice e non sense. Mas isso rende um OUTRO post).

As novas: minha mãe passou dois dias num hospital e, claro, ninguém me avisou. Vai voltar na próxima semana pra operar a vesícula, e espero que tudo corra ótimo porque eu não vou poder estar lá e a distância me mete caraminholas na cabeça. Vou ali depilar a perna com o Veet e depois dormir para fazer o tempo passar mais rápido.

E ver fotos minhas de março do ano passado me dá vontade de chorar.















Eu devia voltar a ser camwhore de fotolog. Era mais divertido porque eu não esperava nada das pessoas. As pessoas são ruins e não ouvem quando você fala com elas.

E para aquelas a quem eu não devia odiar, mas por alguma falha do destino/de caráter, eu odeio. Me vejo, serra elétrica em punho, picando-os em pedaços pequenininhos, tão pequenos que eu poderia usá-los para alimentar peixes dourados. Me vejo encharcando suas cabeças com mel de abelha puro e depois enfiando-as num formigueiro. Me vejo empalando-os com o providencialíssimo vergalhão GERDAU incadescente com 30cm de diâmetro. Me vejo untando suas partes com manteiga spreadable e enfiando vossos corpinhos num forno de padaria pré-aquecido a zilhares de graus. Me vejo com os pés em vossos pescoços, com água pela cintura, contando até 200 mil (ou até as bolhas de ar pararem de espocar na superfície). Por fim o sorriso de satisfação vazia e eu volto a dormir.

Eu disse que estava amarga. Você chupou meu dedo porque quis.

Quinta-feira, Agosto 11

aham.

O livejournal cagou pra dentro de novo ontem. Por isso ninguém conseguiu ver as imagens que eu postei - simplesmente porque eu não consegui editá-las. Agora, a quem interessar possa, o post de ontem e todas as suas fotos está funcionando redondo.

Ontem eu e o "Blue Eyed Boy" (como diz a ) fomos a uma "fanfair" (ou seja, um parquinho de diversões). Andei num bagulho voador que fazia "CREC" quando estava no alto (medo daquilo despencar, MUITO MEDO). Andei naqueles carrinhos que dão porrada nos outros, pilotado pelo Alaric ("meu motorista é profissional, e o seeeeeeu?" hahaha, sebosa eu). Andei num so-called "trem fantasma" que não durou nem três minutos, só tinha UM monstro de plástico muito merda e um cara com sono vestido de diabo que me jogou água em cima. E SÓ. Sem dúvida o pior trem fantasma a que já fui na vida. Deve ser a onda do "politicamente correto", devem achar que os monstrengos vão "traumatizar as criancinhas". Então não ponham trem fantasma, ora cacetes. O propósito do trem fantasma é ASSUSTAR criança. Se for pra andar três minutos no escuro, eu apago as luzes do meu quarto e fico rodando - e economizo duas libras. Se fode.

Enchi o rabo obeso de algodão doce, pena que não tinha maçã do amor - mas tinha umas chupetonas enormes feitas com o mesmo xarope vermelho... Mas não é a mesma coisa. E nem pedi pipoca porque sei que as daqui são sem sal. Parece pipoca de macumba (sim, EU JÁ ROUBEI PIPOCA DE DESPACHO, eu tinha cinco anos).




Depois fomos jantar no Mezzaluna. O spaghetti à carbonara que me deram estaria mais gostoso se tivessem colocado algum sal. Não adianta, a comida desse lugar é sem sal, sem açúcar. Comida de doente. E a doença é cirrose hepática, já que eles bancam os "saudáveis" não comendo sal mas entornam cachaça sete dias por semana.

E hoje tem Battle of Flowers, a parada anual cafona aqui da Ilha. 24 pounds por cabeça pra assistir, no meio da rua, sol na moleira. Thank you, but no. Vou salvar energias pro showzinho de rock geriátrico da banda dos amigos do Alaric no sábado.

Nem ânimo pra fazer foto eu tenho mais. Point-and-shot, acho que vou voltar a usar minha Çáiberchóte.



















Quarta-feira, Agosto 10

agenda de recuerdos

Não sei se vai dar muito certo prosseguir com a memorabilia textual, porque me dei conta de que 80% dos meus arquivos estão no HD de 10GB que no momento encontra-se sem um computador. Preciso instalar essa merda aqui.

Enfim, muito obrigada pelas mensagens de apoio ao meu inferno astral. Fico muito feliz de ver que há pessoas que lêem sobre a minha vidinha medíocre, meus surtos megalômanos e minhas historinhas tristes há tanto tempo, e que ainda acham disposição para tentar me erguer o ânimo com uma sugestão, uma palavra carinhosa ou um chute bem merecido na bunda. Whatever. Não sou sentimentalóide, não vou fazer um post digno de figurar em apresentações de power point cheias de fotos de bebês, flores e bichinhos meigos. Só queria dizer que essas coisinhas aparentemente pró-forma e desimportantes têm um valor enorme pra mim. Muito obrigada.

Com relação às idéias recebidas, não acho que fazer amizades vá ajudar muito. Eu tinha meus amigos no Brasil e, mesmo sendo vizinhos, às vezes eu passava meses sem vê-los, visitá-los, telefonar... Eu não sou mesmo sociável. E aqui ainda há a barreira do idioma, o preconceito das pessoas... Deixa pra lá. Sobre arrumar um emprego, nope. Eu gosto do marasmo. Quando trabalhava estava infeliz. Vagabundear é o que sei fazer de melhor. No Brasil eu saía pouco de casa, às vezes mal para o jardim. Eu não estou 100% legal, mas não consigo diagnosticar a raiz do problema. Sinto-me apática, só isso. Se é que isso é pouca coisa.


Mostrei a foto do "brinquedo" na revista para o Yann, sentado na mesa da varanda comigo, depois do almoço e quando a família já estava na sala vendo as porcarias dominicais de praxe. Não gosto de pirralhos, mas o Yann, inteligente e introspectivo, me lembra muito a criança que fui, e vê-lo passar horas a fio lendo interessadíssimo livros que sequer têm a vivência necessária pra entender, me faz crer que nem tudo está perdido.

O suposto brinquedo, anos 80, não passava de um pedaço de papel onde se havia impresso as patas e o rosto de um macaquinho. Vinha de brinde numa bandeja de iogurte e o pote vazio servia de base para o corpo. A gente recortava os membros e a cabeça, colava no potinho e voilá - eis que nascia um macaco. Yan pareceu achar graça, mas o irmãozinho Igor, três anos mais novo, veio na cola e perguntou "que legal!! E o que é que ele fazia depois???".

Fiquei com cara de cu. O macaco não fazia nada além de simplesmente existir, coitado. O único prazer que ele proporcionava era o da montagem, vê-lo nascendo a partir do trabalho das nossas próprias mãozinhas ineptas. Abrir a embalagem com cuidado e admirar a figura colorida impressa. O tempo gasto em recortar as partes, com cuidado e deliciosa antecipação, respeitando as dobrinhas e curvinhas da imagem. Colá-las em seus lugares, sentindo-se na posição de escolher se os braços iam ficar mais para trás, se a cabeça ia ficar mais pra frente, se as perninhas iam ficar juntas ou separadas. Esperar a cola secar - às vezes a ansiedade não deixava e o macaco, arrastado pela casa, ia perdendo membros pelo tapete. Admirar enfim a obra completa, se sentindo meio Criador, e levar o bicho pra fora, mostrar pros amigos (o "eu que fiz!" mais orgulhoso daquela tarde), brincar no quintal pondo o bicho pra escalar árvores, pular sobre gravetos, interagir com pedras e folhas.

Fora esses pequenos prazeres, era apenas um macaco inerte, metade papel, metade polipropileno. Tão ou mais inerte que o macaco, no entanto, é a criatividade e imaginação das crianças dessa nova geração. Para elas, não interessa o que ELAS fazem COM o brinquedo, e sim o que o brinquedo faz PARA ELAS. Querem ficar sentadas olhando uma boneca que canta, um cachorro que late e faz cocô, um videogame que, basta apertar uns botões, mata bandidos, constrói cidades e destrói civilizações, sem que o putinho sedentário precise ter trabalho algum. Quer admirar os gráficos na tela, quer ver ação - desde que não tenha que partir de seus próprios membros, cansadíssimos já de tanto levar as latinhas de refrigerante à boca e abrir os saquinhos de batata frita.

Medo, muito medo dessas crianças que não pulam corda ou elástico, que não brincam de pique alto (ou pique esconde, pique bandeira, etc) e pensam que "garrafão" é uma garrafa 2,5l de Coca Cola, que nunca passaram anel, nem fizeram telefone sem fio, jamais vão brincar de roda e desconhecem cantigas de ninar. Que só conhecem Cinderela e Branca de Neve porque alguém os pôs sentados na frente de uma TV e um videocassete e foi trabalhar. Que pena. Que infância mais vazia, mais consumista, mais estática, mais triste.

E não adianta falar "ah, mas todo mundo acha que a sua época foi melhor do que as outras!". Discordo. Eu acho que quem foi criança nos anos 30, 40, 50, 60, 70 (e demais antecessores), por exemplo, também foi feliz. A partir daí é que as coisas começaram a degringolar. A infância atualmente só interessa aos vendedores de brinquedos, que a fim de ganhar mais grana, treinaram os pirralhos a esperar por artefatos cada vez mais sofisticados e caros. Ninguém mais quer ganhar um quebra-cabeças, uma caixa de "tijolinhos"...

Segunda-feira, Agosto 8

problemas técnicos

Estou dando um pause nessa coisinha aqui. Não por não ter o que escrever, mas por não querer escrever sobre o que eu teria pra escrever.

Às vezes é melhor esquecer.
Está oficialmente aberta a temporada de "Posts Antigos de Blogs Defuntos".

12 novembro 2003 - ficcional


Eu estava de costas para um dos pilares do coreto. A tarde ia embora rápido demais, mas ia esquecendo acesas a luz das estrelas. O vento me dava tapinhas na cara, como se irado com a minha bobice. Ele estava ali, eu estava lá, nos braços dele, eu sentia a ponta dos seus dedos nas minhas costas. Minha boca a centímetros da pele do seu pescoço. E eu estava em pânico. Um pânico tão grande que eu não conseguia me lembrar de que devia estar feliz.

De repente os lábios dele desceram e tocaram a minha testa. Nem vou falar no efeito de descargas elétricas que isso causou, porque eu acho que é um clichê, mas são descargas elétricas, ora bolas... Não direi que foram cócegas em todas as células do meu corpo porque não foram. Ou melhor, foram também. Mas as descargas elétricas... Quem descreveu primeiro dessa forma o efeito do toque dos lábios do seu Deus Particular em sua testa, estava com a razão. E nunca será desmentido.

- Eu quero aquele beijo agora.

“Não, você não está dizendo isso”. Eu pensei enquanto sentia os lábios dele se moverem colados à minha pele. Frio na barriga, calor no peito, eu estava num estado de multi-temperaturas. O pé estava morno. A boca havia secado, desértica. Um rolo compressor me amassava os membros, eu não podia me mover, e meu cérebro tinha virado vitamina de banana. Que devia estar fervendo, pois minha cabeça derretia. Tive até medo de queimar os lábios dele que, sempre colados à minha pele, falavam coisas que eu não era mais capaz de ouvir. E eu tinha certeza que o meu coração batia tão forte que tamborilava no peito dele. E ele era um idiota se não percebia. Os braços que envolviam a minha cintura machucavam, desacostumada que eu sou de carinhos. Não, ele não pode estar me pedindo um beijo. Porque eu não posso negar, mas eu preciso negar.

- Eu não posso.
- Eu peço. Melhor, eu imploro.

Não implore. Mas ele não ouviu meu pensamento. Soltou meu corpo, tomou minhas mãos geladas-quentes e ajoelhou-se aos meus pés. E pediu teatralmente, sorriso nos lábios que estariam nos meus tão logo que eu permitisse, mas algo na respiração dele traía nervosismo. Eu estava aprendendo a ler a respiração dele, os sinais do seu corpo. Bom.

Só que não ia ter beijo. Ora Diabos, eu sou uma menina triste. Eu ouço músicas tristes em dias chuvosos, eu moro com uma avó rústica, eu passo tardes lendo Byron em cemitérios, eu não me lembro do rosto da minha mãe, eu troquei amigos por um diário e eu choro em comédias porque elas me lembram de que eu não sei rir. Meninas como eu não beijam na boca. Meninas como eu não recebem na boca outra língua que não seja a sua própria. Meninas como eu não deixam que apalpem seus seios. Meninas como eu não sentem “coisas”. Ok, eu sinto “coisas”, e eu continuo sendo EU apesar disso. Quem sabe se eu fizesse as outras coisas, não poderia continuar sendo EU, também?

Não. Não vale a pena arriscar. Eu não vou trair o “movimento das meninas tristes que não têm namorado”, nem o “movimento das meninas mal-amadas porque não podem amar”. Eu não vou cruzar a faixa. Não vou ultrapassar a linha amarela. Não vou dar uma reviravolta de não-sei-quantos graus na minha vida. Não cabem reviravoltas na minha vida. Só as que me jogam no chão. E ele não era o chão. Ele era o céu, o paraíso, o firmamento com luzinhas de estrelas histéricas faiscando. Em suma, ele era tudo o que eu não podia tocar.

Eu não vou destruir com um beijo real a mágica que é fantasiar beijos improváveis, noites a fio. Eu não vou trocar as noites que ardi enrodilhada num travesseiro fervendo de desejo por noites enroscada num homem que me fará sentir outra pessoa. Eu não sei se quero ser outra pessoa. Não sei se quero evoluir, feito um Pokémon. Eu não vou renegar meu lado loser. Até porque ele é o único que tenho.

- Era melhor que a gente fosse só amigos...

E ele se ergueu devagar. Ia me dizer alguma coisa crucial, mas eu nunca saberei o que era, pois idiotamente o interrompi com uma afirmação estúpida:

- Seus olhos estão tristes.

E estavam. Era como se alguma das múltiplas luzinhas que piscavam desde sempre dentro deles tivesse queimado, e em efeito cascata, todas as outras fossem se apagando. Isso. Havia um curto circuito dentro dos olhos dele. Sem incêndios farfalhantes, só o apagar melancólico das luzes que iam morrendo.

- Estranho. Eu estou sentindo uma bigorna dentro do peito. Meu coração está pesando mil toneladas.

“Sinal de que está cheio”, eu respondi. Nossa. Naquela tarde eu havia pedido para ser idiota e estava abusando da permissão.

- Não. Corações vazios é que pesam.
- Corações desafiam as leis da física? (burra, burra, burra, MORDA A LÍNGUA!)

E então ele sorriu. Mas eu podia jurar que não estava feliz.

- E existe ALGUMA lei a que eles obedeçam?

Eu não sei. Eu só obedeço às minhas.
Por mais estúpidas que elas possam parecer.

Sexta-feira, Agosto 5

marie take a bow

Is it wrong to want to live on your own
No, it's not wrong - but I must know
How can someone so young
Sing words so sad?



E essa foto foi feita às nove da manhã. Puta que me pariu, né?

Lugar escuro, sentimentos escuros disputando espaço a tapa no meu cérebro com aquela luzinha idiota que eu insisto em manter acesa. "Você está feliz, sim", cintila ela, enquanto os sentimentos escuros riem alto, jogam pôquer valendo dinheiro e falam palavrão. "Você tem uma pessoa incrível ao seu lado, que te ama aparentemente mais do que você merece. Você tem uma casa enorme e linda; ok, essas obras não acabam, mas creia, UM DIA VÃO ACABAR e você vai passar as tardes chuvosas na cadeira de balanço ouvindo o vento cantar enquanto passa por entre as folhas das árvores. Você não precisa se preocupar com as contas no fim do mês. Você tem cartões de créditos e compra bonecas lindas. Você tem amigos fantásticos que compensam os filhadaputas que foi obrigada a adicionar ao currículo. Os verdadeiros é claro, porque são esses que contam e que nunca vão te esquecer. Você tem mamãe e papai que são dois velhinhos legais e que se preocupam com você. Tem uma gata fofa e logo ela estará dormindo em cima do seu monitor."



Mas exatamente agora eu queria mesmo era tomar um chopp com meus amigos numa praça de alimentação, comer "comida de shopping", pegar um ônibus e ir torrar mixaria com bobagens baratas na Rua da Alfândega, morrendo de medo de gastar sem querer o dinheiro da passagem de volta (como aconteceu tantas outras vezes) e ser obrigada a inventar uma história triste o bastante pra comover o motorista do ônibus e entrar sem pagar. Ir pro Beco da Sardinha com minha mãe numa sexta ou sábado à noite reclamar do marasmo da vida, falar mal do alheio + skol + aipim frito. Sair à NOITE e ver LUZES iluminando as ruas, sabe... Tô com saudade do meu pai. Da minha mãe. Do meu quarto azul de paredes sujas. De sentar na cozinha, abrir a porta, tomar café com pão e manteiga olhando as folhas da amedoeira caindo. Não ter que usar casaco, não ter que usar casaco e não ter que usar casaaaaaaco. Tô com saudade da baía de guanabara fedida passando embaixo dos meus pés na Linha Vermelha. Saudade de pegar o ônibus de volta pra casa com o walkman enfiado no ouvido, alheia a tudo o que não me interessa. Tô com saudade dos caras da oficina mecânica me chamando de gostosa quando passava na rua (e eu, mentalmente, mandando-os tomar no cu). Saudade do meu telefone tocando. Do cheiro da roupa que minha mãe lavava. Do sol. Da liberdade que eu perdi.



Essa casa é uma prisão domiciliar. Essa ilha devia se chamar Alcatraz. O Mundo está logo ali, depois de meia hora de avião, de uma hora de barco, de duas horas de trem. Mas o Mundo não é o que eu pensava que fosse. O mundo são os tais dois pássaros voando, quando tudo o que eu queria era um só, na mão.



Não sei se estou me fazendo entender, mas não importa. Eu estou entediada, ouvir Smiths e tomar esse café instantâneo horrível é o que me "salva", e talvez amanhã o sol apareça de novo e eu esteja melhor. Mas algo aqui dentro diz, ou melhor, grita que eu nunca vou estar melhor do que já fui um dia.



Is it wrong not to always be glad
No, it's not wrong - but I must add
How can someone so young
Sing words so sad?







Fotos da chuva chegando, feitas no quintal de casa, RJ.
Feitas com uma Kodak CX4200 de 2MP, não me culpem.









p.s.: eu sei, as fotos estão uma merda, mas foram feitas com uma webcam.

Terça-feira, Agosto 2

phew!

Nem precisei fazer. Red days!
*começando na pílula hoje mesmo*

Mas que foi engraçado ver vocês dando crises histéricas nos comments, ah foi! Hahahahaha. Por que será que maternidade mexe tanto com as mulheres? Comigo, pelo menos, não. Por isso a minha falta de vontade de fazer o teste. Será que todo mundo aqui se enquadra em pelo menos uma dessas categorias? A saber: 1) Quer ser mãe e não admite; 2) Quer ser mãe, admite e fica feliz pelos outros; 3) Não quer ser mãe de jeito nenhum mas gosta de ver a desgraça alheia; 4) Não quer ser mãe mas admite que outros possam querer; 5) Não comentaram porque ficaram sem graça com a minha suposta novidade e não souberam o que dizer; 6) Acharam esse rebate falso uma coisa muito ewwwww (acho que todas as adolescentes - de 12 a 40 anos - da minha lista se enquadram nessa última) e foram vomitar ali no cantinho.

Por fim, minhas caras amigas que ficaram sem saber o que falar, podem voltar a comentar, ok? Hahaha. Fiquem tranquilas, quando for a vez de vocês eu também não vou ser empática e ainda vou passar os nove meses da vossa prenhez rindo da sua barriga e fazendo piadinhas toscas. Oh yes. XD

Quanto a mim, fiquei aliviada. Não é o momento certo, eu ia ter que desistir de trazer a gata pra cá e sim, eu ainda sou muito egoistinha pra topar engordar mil quilos, ganhar celulites, estrias, prisão de ventre, espinhas, manchas, pé e nariz inchado além de uma cicatriz na barriga a fim de trazer ao mundo uma criatura enrugadinha e careca que vai tomar todo o meu tempo e cortar meus projetos pela raiz.

Há quem fale dos benefícios. Eu não nego que eles existam, para a maioria das mulheres. Não nego que elas possam estar felizes e realizadas. Mas enquanto eu não conseguir descobrir quais benefícios são esses, I'll proudly remain childless. Thank you, futuras candidatas a "tias", mas ainda não foi dessa vez, bloody hell yes.

P.S.: Eu não deixei ninguém em suspense não. Eu só não costumo postar nos finais de semana.
P.S.2.: Foto de barriga? No way, né? Vocês me conhecem.



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HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.

Meu nome é Regina!

Hahahaha, me acabo. :)