Quinta-feira, Junho 30

É meia noite e minha barriga não quer ir dormir

Depois de um longo e tenebroso inverno, estou fazendo arroz.
Pela segunda vez no dia. A primeira panelada foi comida com queijo e catchup.
Trash food queen strikes again.

Minha barriga está estranha, estou fazendo xixi a toda hora. Se não estou grávida algo deve explodir no meu abdômen até amanhã. Eu devia considerar um método contraceptivo rápido, mas tudo fica difícil quando penso que não quero tomar pílula, não posso usar DIU e camisinha é uma merda.

Carb craving, mas eu não devia estar comendo isso, nem bebendo essa coca cola NON-diet. No sábado vou ver se compro um trapo novo pra usar no cartório. Ele quer transformar meu wedding numa mini office-party, não é? Beleza, então me pague algo decente pra vestir. Já vetou sutilmente o uso da peruca. Não gosta dela. Diz que "prefere meu cabelo". Aham. Assim, EU NÃO PREFIRO, obrigada.


Asiáticos são engraçados. Tô falando dos que saem de seus países pra ganhar dinheiro fora (e pelamordedeus, não vistam carapuças de graça, isso é muito pobre - obrigada). Há um restaurante japonês hype em Londres que tem uma fila de espera de dobrar o quarteirão. O fênomemo faz que os donos te expulsem a tapa se você se atrever a pedir um café depois da refeição. "Coffee, no coffee, we need table, we're busy, people waiting, you pay, you go, we need table", é mais ou menos assim, com toda essa doçura e afeto (e um domínio impressionante da língua de Shakespeare), que eles se dirigem a quem paga suas contas. Fantástico, se não fosse triste.

No Rio a antiga Rua da Alfândega, antigo reduto de comerciantes árabes hoje TOMADO por chineses, coreanos e suas lojinhas de porcarias made-in-taiwan, é a mesma coisa. Você entra, é atendido por mocinhas feias com cara de passa-fome (fico imaginando se o salário que recebem tem algo a ver com isso...), mas na hora de "passar no caixa" é o patrão de olho puxado que está lá. Eles não confiam nos locais para engavetar o dinheiro. Eles falam português mal e porcamente, o bastante para gritar um "cliente, olha cliente!!!" para as vendedoras eritréias ou rosnar "não cartão, só dinheiro!" para quem ousar estender o Credicard. Quando tem outro china por perto eles ficam lá, falando em seus respectivos idiomas e comendo terrinas de arroz-papa aguado nojento. Sorry, mas acho abuso vir ganhar dinheiro num país e nem tentar aprender a se comunicar, cagar e andar pra cultura local.

E eles são obcecados por dinheiro. Parece que acumular grana é a única motivação das suas existências, mesmo que trabalhem 23 horas e meia por dia, mesmo que não sobre tempo pra gastar o que lucram. Tive uma amiguinha chamada "Michele" (na verdade, apelido - seu verdadeiro nome chinês era uma junção impronunciável de consoantes quaisquer) que acordava todos os dias às seis e meia da manhã para abrir a pastelaria (éééé, clichê, clichê) dos pais. Nada mau, muita gente acorda ainda mais cedo pra ir à escola ou trabalhar. Mas quantas pessoas que acordam às seis e meia da manhã foram pra cama por volta das TRÊS, depois de passar a metade da madrugada recheando pastel e fazendo massa? Sim, a infeliz praticamente não dormia. Nem os irmãos. Nem os pais. Sim, deviam fazer um bom dinheiro - o estabelecimento vivia lotado. Mas vestiam-se mal, viviam à base de arroz e legumes, não iam ao cinema, não passeavam na praia nos fins de semana e nem viajavam nas férias (QUE férias?). Viver assim faz sentido pra você? Não pra mim.

Li no fotolog um cara reclamando que a dona do takeaway japa, onde ele sempre pedia sushi por telefone, ligou pra casa dele no meio da noite aos berros, exigindo que ele voltasse lá pra pagar uma diferença de centavos no preço do jantar, que os empregados DELA haviam cobrado errado... Acordou o bebê que dormia, aborreceu a família inteira por causa de alguns trocados e ainda queria que o próprio cara fosse lá pagar. Seria melhor engolir o pequeno prejuízo e manter o cliente, mas no desespero por qualquer moeda eles acabam cometendo mancadas colossais. Lembro do china na Rua da Alfândega que se recusou a me vender uma bolsinha de 20,99 por 20,80 (era só o que sobrava na minha carteira, fora a passagem pra casa). Perdeu 20 reais por causa de 20 centavos. Andei duas quadras e vi a MESMA bolsinha sendo vendida a 12 reais - numa loja tocada por brasileiro, é claro, e se eu comprasse três ainda ganhava desconto.

Dá raiva e dó.
E, às vezes, muita vontade de rir.

Quarta-feira, Junho 29

e eu não estou feliz.

É mais ou menos assim: se explicar é uma arte. Tão complicada quando inútil. Seus amigos de verdade não precisam de explicações, e os inimigos (e FDPs em geral) não vão acreditar nelas. Não interessa o que caralhos você diga, mostre ou prove. As pessoas vão continuar acreditando no que desejam. Têm todo o direito, e eu, o dever de não dar a mínima.

A Cris me ligou ontem, e foi tão bom ouvir o sotaquezinho carioca dela, poder falar sem parar na minha língua, sem ter que fazer média ou worry if my accent is too bad that I cannot make myself understandable. Obrigada, Cris - você me fez um bem enorme. Espero que a gente possa bater esse papo ao vivo qualquer dia desses, with a couple of pints in front of us. ;)

Ele foi pra Alemanha brincar de executivo de novo. Volta sexta à noite, e até lá vou comer o que ele deixou pronto na geladeira, brincar com as Blythes (as duas últimas, Delilah e Rhiannon, chegaram ontem), ler um pouco, ouvir música até tarde, dormir quando quiser, adiar banhos, não ter que lavar pias de louça da altura da torre da Pisa quando ele sai da cozinha. Mas sinto falta de ouvir a voz dele quando chega do trabalho, dos 5 minute cuddle toda manhã e de poder abraçá-lo com força sempre que me dá vontade. Mulher nasceu pra ser idiota. Faixa, crachá, diploma e atestado em cinco vias reconhecidas em cartório. IDIOTAS. Falei.

Parece que vai ter mais gente do que o esperado, no casamento. Eu já estava me acostumando com a idéia das duas testemunhas (não sem algum desconforto, por causa da tal "amiguinha" com cuja cara eu não vou), e ele anuncia que gostaria de poder convidar o sócio + uma moça e um rapaz que trabalham com ele + o John do mercado. Eu gosto do John. Caladão, humor sarcástico. E eu o vejo com frequência, me acostumei. Meu casamento estava marcado no calendário dele antes mesmo que EU soubesse a data. Ele tomou minhas dores quando reclamei saudades de JILÓ e encomendou pra mim. Ok, não era exatamente jiló (parecia uma mini-berinjela, e acabou estragando porque ele me deu toneladas), mas era gostoso e eu acusei o recebimento do carinho. Essas coisas são valiosas pra mim. Um saco de jiló com cara de berinjela. É.

Eu também gosto do Gordon. Ajuda muito o fato de ele ser extrovertido, expansivo. Me dá atenção. Fala comigo. Me inclui nas conversas. Sorri, faz graça. Tão diferente da maioria dos outros amigos do Alaric, que parecem mostrar os dentes por obrigação quando ele me apresenta, e depois é como se me jogassem um galão de tinta invisível por cima. Ok, eu não colaboro, eu não tento me inserir com firmeza. Não vejo braços abertos, não me jogo, simples. Acho que quando você adentra solitário um mundo habitado por outras pessoas, são eles que devem te estender a mão e te fazer sentir confortável. Assim seria o mundo perfeito onde eu, infelizmente, não vivo. Nele, não sou eu que devo ficar metendo meu indesejável bedelho onde ele não foi chamado. As pessoas me sorririam. Mas nesse mundo palpável, elas não sorriem porque não me enxergam. Ou porque viraram o rosto noutra direção.

Enfim... Estou confusa. E meio triste. Estou imaginando todos conversando, rindo, fazendo piadinhas banhadas em ácido humor inglês. Ele, os amigos dele, uma mesa no restaurante onde ele almoça sempre e conhece todo mundo e... eu. Sozinha, sem família, sem amigos pessoais. E nem posso me esconder debaixo da mesa, pedir pra ir ao banheiro ou ir embora mais cedo. Eu sou a noiva. O centro das atenções por excelência. E, no entanto, eu só queria passar despercebida. Não queria ter que ficar me esforçando pra ser simpática, pra entender o que está sendo dito e ter a certeza de que meu desempenho patético nas duas atividades está jogando tudo por terra. Eu não precisava desse stress. Mas eu sinto que não posso dizer "eu não quero que você chame os seus melhores amigos". Eu sinto que não posso ser tão bitch.

"Eu sinto que não posso" tem sido o lema da minha vida.
E, só pra não sair do tema, eu sinto que não posso continuar assim por muito tempo.

Nomes: eu ando meio sem paciência para a reação de algumas pessoas. Todo mundo sabe que meu nome não é Marie. Nem Sabs. Nem Lolla. Nem Belle. Todo mundo sabe que eu tenho um nome de batismo, que algumas pessoas conhecem, outras não. Algumas pessoas que eu adoro por acaso sabem qual é. Algumas pessoas que eu adoro não sabem e isso não me abala, porque para mim saber o nome é tão importante na hora de gostar de alguém como saber o número do sapato ou o grupo sanguíneo. Aliás, saber o número do sapato pode ser importante, pra não comprar um presente que vá causar bolhas nos pés. Saber o grupo sanguíneo pode ser vital na hora de saber se você pode doá-lo. Mas nome só serve pra gritar na rua e fazer cabeças se voltarem na sua direção. Então, porra, desencanem do meu nome. Nesse momento não preciso de piadinhas, insinuações bestas, complôs-terceira-série ou pessoas criando problemas onde eles simplesmente não existem. Não sabe a porra do meu nome e acha que por causa disso eu te odeio? Lamento. E dane-se.

Eu vou ficar bem.

Segunda-feira, Junho 27

Donnington

Fim de semana enoooorme, tão bom estar de volta.
Ver Jersey surgindo linda no meio do oceano, mas claro, errar várias vezes antes e apontar Guernsey, Sark, Alderney, e até mesmo a costa da França dizendo "casa" com um ar retardado.

Me peguei pensando que essa talvez não fosse a casa para onde eu deveria estar voltando. No fundo, apesar de adorar a Inglaterra, continuo ligando minha idéia de "lar" ao quartinho azul de paredes sujas em Duque de Caxias. Na minha cabeça é pra ele que eu devia estar retornando. Pra caminha grudada na parede, o armário com estrelinhas-que-brilham-no-escuro coladas na porta. Pro barulho pacificador do ar condicionado. Pra mãe batendo na porta invariavelmente fechada. Pra minha bolha.

Here is not my bubble, penso que se trata de uma parada temporária, um pit stop. E que logo estarei desembarcando no Galeão, e que meu pai barrigudo vai estar lá se fazendo de durão e minha mãe aos prantos, e vamos entrar num táxi e descer em casa, na calçada onde a amendoeira gigante fincou-se no chão com ar de propriedade e se ergue projetando no jardim a sombra que não deixa as roseiras florescerem.

Quase adiamos a ida. Ele atolado de trabalho, ralou até às duas da manhã. Acordamos cedo, eu toda excited, de saco cheio de ficar enfurnada nessa maldita cottage a semana inteira. Tão a fim de me mandar pra Ilhona que ignorei o torcicolo que quase estragou a viagem. Eu estava literalmente imprestável na quinta feira, não conseguia ficar em pé, sentada ou deitada. O pescoço doído me transformou numa tetraplégica funcional. Enjoei no ferry, claro. E comecei lá mesmo a encher a cara de cerveja. Ganhei danish pastries pra comer de graça (bela merda, pagar assento vip pra ganhar essa mixaria) e almocei lasanha com pão de alho. A farra dos carboidratos (também conhecida como VÁ SE FODER, ATKINS) começava ali.

Desembarcamos em Poole e tocamos pra Olney. Umas quatro horas no carro. Notei que cada região da Inglaterra tem uma arquitetura própria (apesar de algumas cidades parecerem cemitérios de concreto), e isso é muito legal. O que dói nessas viagens são as estações de rádio. Mil horas aturando palhaçada de locutor metido a engraçadinho e meio segundo de música - quase sempre RUIM. Se eu quisesse ouvir onanismo verborrágico de comediante wannabe, ia pra Broadway. HANG THE DJ. Sorte eu ter à mão minha coleção de CDs de música brega do Daily Mail.

Fomos pra Olney, onde dormimos no Queen Hotel. Aliás, no Queen Hotel o cacete. A dona do muquifo (a típica inglesa antipática com sobrepeso e cara de quem tem sérios problemas de ordem sexual) disse que o hotel estava "full" (em OLNEY? morde aqui, vai...) e nos alojou num quarto dentro de uma indústria abandonada que acabou virando um conjunto de flats. Um calor dos diabos, a janela virada pra rua recebendo o sol escaldante da tarde e os olhares dos transeuntes. Fechei a cortina e praguejei, óbvio. À noite fomos pra um dos pubs locais (Two Brewers) onde enchemos a cara de novo e eu comi fish and chips. Arrout.

Next morning fomos fazer fotos no cemitério da Igreja de Olney e resolvi ligar pra Alê. Ela veio me encontrar na Ecurie Bertelli, onde tínhamos ido pegar os carros. Fiquei conhecendo os outros "bebês de metal" do noivo: o Pontiac e o Aston Martin International - além da Alê, é claro, que é uma fofa. :) Fomos passear em Milton Keynes e fui até à casa dela. Depois eu e o Alaric levamos os carros pra Donington e dormimos em outro hotel, BEM melhor que o Queens, chamado Thistle e eu passei o fim de semana todo tentando pronunciar o nome dessa porra, sem sucesso. Fomos jantar em Belton, uma cidade próxima, com uma igreja linda e fodíssima de 800 aninhos de idade. Infelizmente nessa tarde/noite eu tinha deixado a câmera em casa. Retard.

Dia seguinte, corrida. Ele enfiou o macacão azul surrado na bolsa e eu fiquei apreensiva - sempre fico. Tínhamos convidado a Alê e marido, e eu estava lá, esperando pelos dois e assistindo à segunda corrida do dia, primeira em que ele ia correr com o Pontiac. Começou muito bem, um dos poucos amigos LEGAIS que ele tem estava lá cronometrando e me passando os resultados, animado com o desempenho do carro.

Mas depois da terceira volta, no entanto, o Pontiac não apareceu mais. Os veículos se repetiam, surgindo na pista, e nada dele. Comecei a panicar. O carro era rápido demais. Imagens do Alaric ensanguentado, aos pedaços na pista, começavam a dançar ciranda na minha mente. Gordon tentava me acalmar, dizendo que na certa o carro havia enguiçado, e que se algo de mais grave tivesse acontecido, eles teriam interrompido a corrida. Mas não havia espaço para ponderar o razoável, eu só queria saber se ele estava bem e porque diabos não traziam ele logo pra perto de mim.

A notícia que chegou em seguida era que o carro havia patinado na pista molhada (justo no sábado o tempo resolveu virar-se em merda) e ele havia batido no guard rail. Caralho. Me imaginei viúva, voltando pro Brasil e cometendo suicídio. Voltei pro estacionamento com o pessoal dele, que conversava animadamente e fazia piadinhas. E eu lá querendo morrer. Nessa hora chega a Alê e o marido e eu mal conseguia falar pra explicar a eles o que havia acontecido. Dali a minutos chega o Pontiac, trazido pelo guincho. Com a frente toda amassada. E NADA DO ALARIC. Fiquei procurando freneticamente por manchas de sangue no vidro e na lataria. Gordon disse que ele estava bem, fazendo a consulta de praxe (e obrigatória) no centro médico. Fomos andando até lá e no caminho as pessoas nos olhavam com ar interrogativo e preocupado. Eu pensava que, se ele estivesse vivo, eu mesma iria matá-lo pra impedir que me desse sustos assim outra vez. Na metade do caminho o vejo vindo em nossa direção, risonho e pulante. Puta merda, que alívio.

Foto aí embaixo, à tarde, eu mais calminha + Alessandra + Stuart, her hubby. As outras, onde a minha peruca está escorregando pra cima e por isso eu estou parecendo um ogro cabeçudo, no livejournal dela (aliás, estou roubando um pouquinho da sua bandwidth, viu? Obrigada! XD)



Ele participou ainda de mais duas corridas no dia, numa delas um bagulho do International quebrou, deixando o carro mais lento (adorei isso) e na última ele correu com o Pontiac todo amassado e cheio de fita adesiva preta pra colar o capô

Almoçamos de penetra numa festinha particular de um dos corredores, e no fim do dia rolou churrasco de grátis patrocinado pela AMOC (Aston Martin Owners Club). Dois porcos inteiros rodando no espeto, um monte de gatinhos (que eu NÃO HAVIA VISTO ANTES) enchendo a cara de cerveja, um frio dos infernos e eu mal aguentava ficar de pé na fila pra pegar minha carne + sausage + galinha + salada de batatas básica. Bebi duas pints por conta da casa e ainda encarei uma torta de morango e cream cheese na sequência. Começou a rolar música, umas luzes meio cabaré anos 70 e resolvemos sair fora de lá e ir terminar de encher a cara no bar do hotel cujo nome eu não sei falar direito.

No domingo, como ele havia cancelado as corridas daquele dia (iam terminar muito tarde) aproveitamos para visitar Woodstock, uma cidadezinha linda com cottages fantásticas. Pena que cheia de turistas. Entramos numa tea house e eu comi tanto bolo que fiquei até com vergonha da minha gulodice (fiquei porra nenhuma, a quem eu estou tentando enganar com esse discursinho de boa moça?). À tarde/noite fomos largar os carros na Ecurie Bertelli e ele ficou lá discutindo com o Andy o preço do conserto. Ugh.

Dormimos no Queen Hotel e no dia seguinte marchamos pra Bedford. Deixamos o carro com o Gordon, porque sim, vamos voltar pra Inglaterra depois do casamento, dia 06. Pegamos um trem pro aeroporto do Gatwick e desembarcamos na ilha numa tarde linda, ensolarada, como se nos dando as boas vindas. Fiquei meio azeda porque não chegou nenhuma das Blythes que eu estava esperando e me mandaram as Pinkys erradas.

As fotos dessa farra toda estão aqui (qualquer dia desses eu as coloco num album decente, prometo!!)

Quarta-feira, Junho 22

summer nights

People living their lives for you on TV
They say they're better than you and you agree


O mais legal desse blog são os comments.
E o mais legal é que apesar dos péla-sacos que me cercam, eu sei muito bem quem é a minha turma.
Embora nem sempre faça o melhor uso possível dessa informação, saibam que eu sei.
E o resto que vá tomar no rabo. Sem amor e com areia. Obrigada.

Onze da noite e ainda estava meio claro. Abri a janela e era a lua, enorme, brilhante, quase assustadora. Aliás, quase não. Eu tomei mesmo um susto. Por um segundo, pensei que fosse o sol de sacanagem com a minha cara. Afinal, ontem ele só se pôs completamente lá pelas dez e vinte. Foi o solstício de verão, o dia mais longo do ano.

Devo dizer que da primeira vez em que estive aqui achei estranho, mas hoje em dia adoro. Curioso é que eu sempre detestei Horário de Verão no Brasil. Vai ver é porque lá a gente não passa metade do ano com o dia escurecendo às quatro da tarde, como acontece por essas bandas. Só damos valor ao sol quando o perdemos... Quando eu for à Finlândia visitar a parentalha materna do Alaric, espero ir no verão. Porque no inverno, além da noite constante, o frio é tanto que se um camarada tentar mijar atrás do poste, o mijo congela antes de cair no chão. Deve ser um acontecimento e tanto.

Ele: Quem está cantando?
Eu: Coldplay.
Ele: Eu sabia. Detesto a voz desse cara. Parece que está sempre infeliz, reclamando, que nem criança no banco de trás do carro fazendo pirraça... "Mãããããe, está longe ainda? Quero ir no banheeeeeiro..."
Eu: Eu sei, haha, é por isso que eu gosto.
Ele: Ei, espera - não é ele que é o "Mr. Paltrow"?
Eu: MR. PALTROW! Hahahaha, é sim, ele é casado com a Gwyneth...
Ele: Ah, então está explicado porque ele tem essa voz lamuriante.
Eu: HAHAHA, why?
Ele: Think about it. A mulher só come comida macrobiótica! Uma pessoa dessas NÃO PODE ter bom humor e estar de bem com a vida.

Mudança de planos para Donington. Vamos voltar antes, na segunda feira (o que significa que NÃO VAI ROLAR casa do cunhado, ê beleza!!), porque ele está atarefadinho. Voltaremos à Inglaterra pra passar a honeymoon depois de assinar os papéis do casório. Minha mudança não vai mais pra Felixtowe, e sim pra Dover, e ao que tudo indica chegará no próximo dia 27 (e pensar que o caminhão saiu da minha casa em MARÇO!). Vamos pegar a van gigante de um amigo emprestada pra trazer a bagulhada. Sejam bem vindas minhas roupas, meus sapatos e minha máquina de costura, além dos móveis que compramos no Brasil.

Embarco no boat das 10 horas amanhã. Wish me luck, children - volto aqui lá pela terça feira. :)

Shadow:


Sino-de-vento que eu comprei no Mercado Central.


Terça-feira, Junho 21

sullen girl




Days like this, I don't know what to do with myself
All day and all night
I wander the halls along the walls and under my breath
I say to myself
I need fuel to take flight

And there's too much going on
But it's calm under the waves, in the blue of my oblivion
Under the waves in the blue of my oblivion

Is that why they call me a sullen girl
They don't know I used to sail the deep and tranquil sea
But he washed me shore and he took my pearl
And left an empty shell of me

And there's too much going on
But it's calm under the waves, in the blue of my oblivion

Domingo, Junho 19

tédio.

QUE CALOR É ESSE, PORRA?

Trinta e dois graus ontem e eu estava desacostumada.
Estou sentada na sala agora e ESTÁ QUENTE. Não tem ventilador e nem arcondicionado.
Ontem comecei a panicar pensando que ia ter que dormir coberta com um EDREDON. Felizmente meu marido é um gênio e tinha deixado abertas as janelas da casa. Mas acordei suada do mesmo jeito.

Acho que o calor está me fazendo mal. Estou me sentindo mole, pesada, sem ânimo pra coisa alguma. Ontem fiquei vendo o especial sobre o Live Aid. Se tem uma coisa que os britânicos sabem fazer é documentário. MUITO BOM. Deu vontade de ter ido. E ver o respectivo cantarolando bandinhas 80s tipo Ultravox foi fofo.

Ele: Eu fui ao último show do Led Zeppelin.
Eu: Te odeio.
Ele: Por quê?!
Eu: Porque você viu todos os shows fodas que eu nunca vou ver.
Ele: Eu vi todos esses shows porque eu sou VELHO.
Eu: Hahahaha, é. Nasceu no lugar certo, na época certa. Eu queria ter nascido na Inglaterra e ter sido adolescente nos anos 70.

Queria MESMO. Pink Floyd. Led Zeppellin. Black Sabbath. Bowie. Joy Division. Deep Purple. Fleetwood Mac. Supertramp. Rush. Não existia HIV. Blythes podiam ser compradas a 5 dólares na prateleira. Paraíso.

Chantilly tomou a vacina necessária. Daqui a um mês vai coletar sangue e enviar pra Portugal (?). Quando os resultados saírem e ela receber o OK, já pode embarcar. Talvez mais uns dois meses, ainda. Nunca fiquei tanto tempo longe dela. Tomara que ainda se lembre de mim, embora eu ache que ela já tenha se esquecido. Sniff.



O DVD de Tomates Verdes Fritos veio de brinde no Daily Mail de hoje. Adoro esse filme. 1991, água-com-açúcar, Jessica Tandy, mas eu gosto assim mesmo.

Estou ouvindo o noticiário da BBC Jersey, no rádio. Ouvindo sim, mas não entendendo - a moça está falando em polonês. Uma hora atrás o locutor falava português com sotaque de Portugal. Eis as peculiaridades de se viver numa ilha multilíngue. :)

Ele foi trabalhar hoje, amanhã vai pra Londres e só volta na terça à noite. Quinta de manhã partimos para Donington. Passei fome o fim de semana TODO, bebi Tango diet enquanto ele tomava cerveja no Royal Inn, resisti bravamente aos sorvetes, batatas fritas e take aways. No próximo weekend eu compenso. ;)

Sexta-feira, Junho 17

If it's not love then it's the bomb that will bring us together

Casamento marcado. Acabamos ficando com o mesmo 6 de Julho de antes. Deve ser destino eu casar nessa data. Ou não. Fiquei lendo os "votos matrimoniais", impressos no papel com a documentação requerida para a cerimônia. "Prometo te amar e cuidar de você até a morte, sob quaisquer circunstâncias". Sei lá, deu vontade de rir. E eu preferia simplesmente entrar no cartório, assinar o papel e sair de lá depressa. Mas não. Testemunha, votos, alianças... Eu não queria nada disso.

Não entendi o que alguns amigos pensaram a respeito do filminho que postei. Don't get me wrong, people. Eu não faço nada escondida do noivo, não (ok, teve o lance com a oxigenada nariguda). Tanto que o post foi público. Ele sabe, no entanto, que eu ponho fotos dele nos blogs e livejournals. E não vê problema nisso. Eu escrevo sobre a minha vida e ele faz parte dela. Não sei se teria paciência com homem neurótico. "Não quero que você tenha blog e fotolog!", "não exponha nossa vida online", "não quero macho comentando no seu blog!", "você está proibida de teclar com homens, é tudo tarado virtual" e afins. Não vejo diferença entre postar no blog e comentar com a vizinha... Ademais, era apenas um videozinho caseiro, onde ele cantava um inocente jingle de comercial de nozes com cobertura de chocolate.

Ontem estávamos olhando o terreno, depois que todo o mato foi removido. Praticamente dobrou de tamanho, o lugar. A vizinha estava por acaso cortando o mato da entrada de casa. Veio se apresentar, luvas de plástico amarela sujas de terra e sorrisinho pró-forma. Só faltou perguntar se a gente tinha uma xícara de açúcar pra emprestar.

Na verdade, a MIM ela só fez duas perguntas: "E então, Marie, vai fazer tortas no verão, com as maçãs do jardim?" e "E então, Marie, está gostando de Jersey?". Até aí ela e o Alaric tinham ficado naquele small talk insuportável, aquela polidez toda, um saco. Eu não tinha o que dizer. Até porque o meu futuro marido, articulado, extrovertido (apesar de ele jurar que é tímido... sei) e falante, tem o poder de monopolizar conversas. Eu só queria saber COMO a dona margarete lá sabia que eu ia estar aqui no verão fazendo tortas de maçã pro marido. Ora, eu podia ser uma visita... E como ela sabe que eu não sou de Jersey? Ok, eu não tenho cara de nativa, mas podia ter nascido em outro lugar e ter morado aqui desde a infância.

Me parece que a vadia da Rosemarie (a ex-dona do nosso muquifo) andou traficando informações sobre a minha pessoa. "Sim, vendi La Palloterie para um casal... O rapaz é muito agradável, mas parece ter arrumado uma mail order bride". É o que todo mundo pensa, não adianta. De resto, sorrisos educados e convites falsos de "apareçam qualquer dia desses para tomar um chá". Apareço o caralho.

Chegaram ontem os móveis que compramos no brechó. Um sofá verde-vômito (de brinde uma poltrona da mesma cor), uma bicama (que foi separada em duas, para os quartos dos "hóspedes" que eu não quero hospedar) e uma mesa para o Cutie Pie (o PC). Ok, adorei a mesa. Vai ser pintada de branco e habitar meu quarto cor-de-rosa, bem como uma das camas. Sim, eu vou ter um quarto separado, só pra mim. Eis o meu luxo nessa vida sem glamour.

Acho que eu quero um fotolog-de-poser com goldcam e 100 comentários por dia, sem que eu precise comentar no fotolog de ninguém. E ir a baladinhas, e pintar o cabelo de roxo e tatuar algo meio riot, meio depressivo no cóccix. E arrumar confusões virtuais. E voltar a ter 17 anos, quando a gente se sente especial e foda por fazer tudo aquilo de que vai se arrepender amargamente mais tarde.

Pensando bem, não quero não.
Prefiro acompanhar as novelinhas da vida (nem tão) privada alheia sentada aqui, comendo atum em lata e arrotando diet coke lemon.

COMIDA!!!
<- clique aqui para ver do que eu me alimento nesse país.

Quarta-feira, Junho 15

Hazel Nuts.

Ontem eu achei um porco-espinho no jardim.
Não, dessa vez não atiramos nele. Haha.

Quando conto essas coisas pra minha mãe (faisões, coelhos e porco-espinhos no quintal, gatos devorando ratos, o Alaric atirando em magpies) ela acha que moro na selva. Mãe, "selva" é onde o pessoal DAQUI pensa que BRASILEIRO mora. Tudo depende do ponto de vista.

Ele me contando que "carro" foi uma das primeiras palavras que falou. O pai chegava à noite do trabalho, e o pequeno Alaric apontava para a janela e dizia para a mãe: "dad, car". Seus primeiros desenhos foram quadrados com círculos paralelos embaixo. Em suma, coloque um motor em cima de quatro rodas e ele estará interessado. Já eu sempre desenhei pessoas. Bonequinhas lindas, longos cabelos esvoaçantes, pequenas sílfides monodimensionais. Depois vieram as bonecas (Barbies antes de Pullips). Obsessão pela figura humana, pela representação gráfica ou em polipropileno da raça a qual pertenço e que tanto medo me causa. Devo estar buscando nelas a perfeição que eu mesma nunca consegui atingir.

Testando o host de vídeos do Multiply
Alaric sings his all time favourites ads sountracks

Acho que só funciona da segunda vez que você aperta o PLAY. De primeira a gravação sai meio picotada. Detalhe para o arroto no final.
My fiance is adorable.

Achei isso num blog. Cortei as opções sobre as quais eu não tenho opinião formada OU que não me interessam a ponto de desenvolver uma opinião a respeito. E sucintamente aqui, porque eu estou muito ocupada pra pensar, hoje.

Aborto:
A favor. O corpo é da mulher, e um emaranhado de células desorganizads não pode ter o direito de mandar na vida e no corpo de alguém que está aqui há mais tempo.

Se é permitido abortar crianças inocentes só porque foram geradas através de um estupro "porque tê-las seria traumático para a mãe", deve-se ter o direito de fazer o mesmo com crianças que não são desejadas. Antes que alguém diga que evitar filho é fácil, experimente estar com tesão num quarto junto com um alguém do sexo oposto (ou do mesmo sexo, whatever) e sem camisinha por perto. Além do mais, alguns métodos anticoncepcionais não são 100% seguros. E depois, ainda que perdure proibido por milênios, o aborto vai continuar sendo praticado como sempre foi, e causando a morte de mulheres em idade produtiva. Desde que não seja visto como "método contraceptivo", deve ser permitido.

Bush:
Sim, é um analfa retrógrado e tudo o mais. Entretanto o que mais me assusta e intriga é o fato da reeleição. Que tipo de povo vota no Bush? O que pensam/desejam os americanos?

Casamento homossexual:
Na Igreja, não. Não sou religiosa, mas há que se respeitar os pilares da crença alheia, por mais idiota que ela possa parecer. Se o Deus deles disse que não pode, então não pode. Ou o Deus deles muda de idéia? Enfim. Contrato jurídico garantindo pensão, adoção, guarda conjunta de filhos adotados, herança, é totalmente válido. Aliás, não sei por que isso ainda não existe.

Comunismo:
Não tinha como isso dar certo, sinceramente. Não somos tão evoluídos, nem tão idiotas.

Cotas:
A favor. Do jeito que está, é colocar um Fusca pra concorrer com Ferrari. Isso não é justiça também.

Religiões:
Desde que não encham meu saco, não se tornem perigosas e nem influam na vida de que não têm nada a ver com elas.

Desarmamento:
São pessoas que matam pessoas, não armas.

Eutanásia:
A favor. Acho mais cruel deixar vivo alguém que não está nada feliz com isso.

Liberalização das drogas:
Pra ONTEM, por favor. Chega ver pessoas que não fumam maconha e nem cheiram coca e que não têm NADA a ver com elas tomando bala perdida em guerra do tráfico, tendo seus bens roubados, etc, tudo pra financiar viciados e a indústria das drogas. Liberdade pra quem quiser se entupir de alucinógenos e que eles sejam vendidos a um real na padaria. Pau no cu dos barões do tráfico.

Segunda-feira, Junho 13

dia dos namorados macabro

Aham. Tiros de espingarda, sangue voando, pássaros mortos, um bebê coelho sendo devorado inteiro pela Maluca na minha frente em alguns minutos, com pêlo, ossos e o escambau. Sejamos sinceros. O que pode ser mais romântico do que isso?

Foi o primeiro Dia dos Namorados dele (Valentine's my cute fluffy arse, please). Foi meu primeiro Dia dos Namorados decente. Não ganhei presente, não pedi nada e nem dei. O maior presente possível é estar num relacionamento saudável, divertido e enriquecedor para ambas as partes. Felicidade e paz em doses cavalares. Pode parecer papo de conselheira sentimental da Cosmopolitan, mas dessa vez o clichê faz sentido. Fomos comer bolinhos + afternoon tea no Secret Garden (e QUE bolinhos!), bebemos cerveja no Seymour Inn, fomos à praia (caminhar, é claro), compramos chinese food e enchemos a cara de champagne. Woohooo. Devo estar pelo menos uns 4 quilos mais gorda, mas estou andando para o fato.

Não ganhei presente? Mentira. Ganhei na véspera uma bicicleta usada, verde água com florzinhas cor de rosa pintadas. Um mimo, por 55 libras. Agora já posso sair por aí pedalando, morrendo de medo de ser atropelada. Na antevéspera também ganhei dois outros presentes importantes para a minha vida. O cartão de crédito passou no Ebay e fiz uns estragos - como disse a , vou aumentar o valor das ações do Ebay no mercado. E também chegou minha linda peruca de puta latina:


Bem, prosseguindo com a narração sucinta do dia dos namorados macabro... ATENÇÃO: aos fracos de estômago recomendamos a não-visualização do seguinte lj-cut. Obrigada.

Primeiro, mais fotos da peruca (comprada aqui). Eu devia ter lembrado de LIMPAR o espelho, antes... Corrigindo uma injustiça da natureza, que fez meu cabelo parar de crescer na adolescência.


O bolo de côco da sexta-feira. Fui comprar usando a peruca + touca de caveirinha. Quase fui expulsa da cornershop a tiros. Devem ter me confundido com uma gangsta (ou no mínimo como extra de algum vídeo da Beyoncé).



Saturday morning. Estávamos indo tomar café no Wayside e eu achei essa lindeza.
E funciona. Quase mudei os planos e fui tomar breakfast ali.



Depois das compras (bicicleta, roupa na Next, bagulhos na Boots) ele sugeriu que a gente passasse na padaria e trouxesse isso pra casa. Eis a razão pela qual os dois aqui estão engordando.









Ele ouviu os Magpies gritando e pela janela os viu pulando no quintal. São pássaros grandes e gritalhões, preto e brancos, de hábitos extremamente predatórios. Devoram toda a cria dos ninhos dos pássaros menores, exterminando os passarinhos fofos e cantores.

Eu: "there is a LOT of them, playing in the garden".
Ele: "if I had it my way they would be DYING in the garden!"
Eu: "what do you mean with... hey, WHERE ARE YOU GOING?"

Ele havia ido pro quarto. Me entreti comendo minha chinese, e de repente ouço um estampido seco. Ele havia disparado da janela do quarto e literalmente explodiu um dos Magpies. Sério, o bicho virou-se em merda. Ainda tem uns retalhos dele espalhados no quintal. Esse não voa mais. Fiquei com um pouco de pena do bicho, mas se é pra estar na cadeia alimentar, babes, é melhor estar no TOPO.



Me and a gun (sorry, Tori).



Uma cheia, a a outra vazia.



Olha o tamanhinho da bicha.



Limpando a arma, depois de matar o primeiro.



Limpinho, ó.



"I fucked this one!". Oh yeah, pode apostar que sim.



"He won't get better!". É, também acho. :)



E sim, senhoras e senhores, ELE MATOU MAIS UM. Um dos Magpies idiotas voltou à cena do crime e foi comer capim pela raiz mais cedo. Voou direto para o céu dos passarinhos, sem escalas. Abaixo, o impiedoso caçador exibe o seu troféu.

E, como diria Fred Mercury: "Tum, tum, tum... Another one bite the dust"



Quinta-feira, Junho 9

Vanilla smile, strawberry kiss

The sun is up I'M SO HAPPY THAT I COULD SCREAM!
And there's nowhere else in the world I'd rather be
Then here with YOU it's PERFECT
It's all I ever wanted
I almost can't believe that it's for real

I really don't think it gets any better than this
Vanilla smile and a gorgeous strawberry kiss!
Birds sing we swing
Clouds drift by and everything is like a dream
It's everything I wished

Never guessed it got this good
Wondered if it ever would
Really didn't think it could
Do it again?
I know we should!

The sun is up I'm so fizzy I could burst!
You wet through and me headfirst
Into this is perfect
It's all I ever wanted
Ow! It feels so big it almost hurts!

Say it will always be like this
The two of us together
It will always be like this
FOREVER AND EVER AND EVER

E antes que eu me esqueça, acabo de ganhar cartão de crédito, conta bancária e talão de cheques. Happy people are made of money. :)

As rosas na janela da cozinha. Os carros são dos pedreiros (TÁ ACHANDO que pedreiro aqui anda de ônibus, filhote? haha), e a casa com janelas verdes ao fundo na verdade é um galpão. Não mora ninguém nela, GRAÇAS A DEUS.



A cortina.



Não tem bebê. Ou melhor dizendo, o bebê sou eu.



Fodas, não? :)



Batizei essas de "flores-suspiro".



Matagal cortado. Feio ainda, mas vai "enverdecer".



Rua.



Mais florzinha.





Pinky. Oletta.

Quarta-feira, Junho 8

ÓDIO.

1) Se AZARADA não fosse meu nome do meio, eu estaria me casando, hoje.
Não sei se isso é azar ou sorte, mas enfim.

A certidão de nascimento que minha mãe mandou simplesmente NÃO CHEGA. E o pior é que meu lindo noivo NÃO SABE se temos uma cópia aqui ou não. Bagunça de mudança, sumiu tudo. Ele insiste que levou a cópia pro Brasil, pois íamos nos casar lá (antes que a BURROcracia tivesse nos desanimado). Só que lá eu tinha o ORIGINAL da minha certidão, não ia precisar da cópia. Ou seja, SE ele levou, foi BURRO. E se eu ESQUECI de trazê-la de volta, sou burra TAMBÉM. E, como já se passaram três meses desde que os papéis correram, vai ser preciso fazer tudo de novo, inclusive traduzir a certidão e esperar 21 dias.

2) Vi Lost in Translation. PUTA FILME CHATO. Aliás, chato é elogio. Insuportável. Foi difícil conseguir ficar acordada até o fim. Fora que o DVD estava alugado, tive que pegar o vídeo, e adivinha só? O VÍDEO NÃO TEM ENGLISH SUBTITLES. Eu consegui entender por dois motivos: os diálogos são poucos, pois a filha do Francis *realmente* acredita que consegue expressar suas idéias através do olhar e da atitude dos personagens (se superestimou feio). E, dois: quando eles falam, ninguém entende do mesmo jeito, porque eles simplesmente ruminam frases pra dentro, murmuram, roncam as palavras de forma inaudível. Toda hora eu tinha que perguntar pro Alaric: "o que foi que ela disse??" e o próprio Alaric, nascido na terra da Rainha, às margens do Tâmisa, tinha que VOLTAR A FITA pra ouvir de novo, porque NEM ELE estava entendêindo. Socorro.

Só valeu por duas coisas.
Bill Murray, sempre. Mas aí o mérito é todo dele.
E a vingança estética de perceber que a Scarlet tem celulite na bunda.
Mas dane-se, eu sempre a achei feia anyway.
E ontem vi Dr. Strangelove. OUTRO nível, e olha que eu nem gosto de filme que tenha qualquer menção a guerra. Mas Kubrick é Kubrick. Patricinha brincando de cineasta não é Kubrick.

3) Vou ter que comprar o Photoshop. Não consegui registrar a cópia que a [info]ratotinha me deu, e em quatro dias ela expira. Bem feito pro noivo. Quando eu reclamei da demora, do descaso, da falta de informações, do DESRESPEITO com que a empresa de mudança estava nos tratando, ele só faltou me chamar de histérica e dizer que eu estava "me estressando à toa". Então dane-se, agora vai lá e paga trocentos dólares numa cópia ORIGINAL pra mim.

4) Vou ter que fazer hoje duas coisas que detesto. Pintar o cabelo e ligar pra minha mãe. ODEIO MUITO TUDO ISSO.

5) Os donos do hotel onde ficamos em Cieux são ladrões de sapatos fedidos. Esqueci o meu tênis preferido lá (culpa do noivo, aliás), ele mandou 10 euros para que o casal de safados mandasse o sapato de volta e NADA. E então o noivo telefona, o casal de safados diz que não recebeu o dinheiro. E aí lá vai o noivo botar 10 euros dentro de um envelope de novo e mandar DE NOVO. Quer apostar como o dinheiro não vai chegar DE NOVO? Tsc. Com 20 euros eu comprava OUTRO par de tênis. SACO.

6) O fórum this is blythe deu pau, perdi TODOS os posts que fiz no mês de maio + as informações do meu profile + meu avatar. É por ISSO que eu odeio fóruns e adoro livejournal. O problema é que as pessoas acham que, pra ter uma conta no livejournal e usar os fóruns, precisam manter um livejournal pessoal. Tipo, NÃO, porra. E depois tem os bucetildes da vida que acham que "fórum é mais organizado". Oh yeah. Aí, quando dá um PAU VIOLENTO no servidor (*sempre* dá!) e perde-se tudo, eu dou RISADA. Pena que dessa vez eu perdi um pouco, também.

7) O "roteirinho" de Donington está pronto, a passagem de ferry está comprada, apesar de a pequena catástrofe só vir a acontecer no fim do mês. Jersey -> meter o jipe no barco -> desembarcar em Poole quatro horas depois -> dirigir até Olney (bota uma três horas de estrada, aí... ai) -> encher a cara de comida indiana (eu NÃO GOSTO de comida indiana, vou tentar mudar essa parte do roteiro, prefiro cerveja + batata frita num pub) -> acordar cedo no dia seguinte, pôr o Aston e o Pontiac no caminhão, dirigir o caminhão até Donington -> sofrer enquanto ele se diverte com carros, amigos e churrasco -> dirigir de volta a Olney para largar os carros -> dirigir até Londres (!!!) -> arrumar um quarto no Holyday Inn em Camden -> compras em Camden no dia seguinte (a ÚNICA parte boa) -> dirigir até onde o irmão dele mora (esqueci o nome do lugar) -> aturar irmão, cunhada + dois moleques pestinhas em algum pub (TOMARA que a gorda lá não resolva cozinhar, porque aí eu vou ter que "ajudá-la na cozinha" pra ser simpática e NÃO ESTOU A FIM) -> dormir na casa dos seres -> madrugar no dia seguinte -> dirigir até Poole -> barco pra casa.

Estou cansada, estressada e atemorizada só de imaginar.
Agora eu vou lá ligar pra minha mãe.
*sigh*

Segunda-feira, Junho 6

here we go again on the vrum vrum train

E então que ontem, depois de três pints no pub, ele me convenceu a ir com ele pra Donington. Eu juro que não queria mais ir a nenhum race meeting. Eu gosto de ver os carros, da companhia dele, de comer "churrasco britânico" (leia-se salsicha e hambúrguer na chapa, haha), de encher a cara, de pegar a estrada...

O que eu não gosto é o fato de que me sinto perdida, out of place mesmo, nesses lugares. Me sinto um camelo no Alaska. Olho para os lados e é um festival de velhos com barrigas e calvícies de todos os tamanhos, enfiados dentro de macacões coloridos de Fórmula-1. Por que velhos? Antes eu não sabia, depois passei a acreditar que só depois de muitos anos de trabalho honesto um cidadão pode pagar 300 mil libras num carro. Isso explica a total, completa e absoluta falta de gatinhos nos circuitos. A não ser meu noivo, claro, que é um gato para a idade que tem. Além de não ter barriga. E nem calvície. Haha.

E então essa gente boa se reúne, e come churrasco, e bota o papo automobilístico em dia. Geralmente são dez homens para cada mulher. E geralmente cada mulher é uma senhora meio gorda, meio fútil (todas elas levam a edição mais recente da HELLO MAGAZINE pra ler nos boxes), meia idade e totalmente chata. Eu não quero interagir. Eu não consigo interagir. E aí fico me escondendo dentro das barracas (geralmente não tem hotel perto e é CAMPING), ou dentro do caminhão, ou atrás de mini garrafinhas de lager. Quando alguém puxa papo eu abro um sorriso fake (que é para não me rotularem de antipática), tento captar sobre o que estão falando, quando consigo respondo alguma coisa e, sempre sorrindo, vou saindo de perto.

Eu queria que ele entendesse que podemos viver bem tendo gostos diferentes. Eu adoro bonecas, mas não o obrigo a frequentar fóruns de colecionadores nem revirar o Ebay procurando roupinhas e sapatinhos para elas. Eu gosto de pop lixo dos anos 80 mas não o obrigo a ouvir meus CDs. Ele não me "obrigou" a ir com ele para Donington, mas ficou naquele "please, please, I want you to come with me, I'll miss you...", tão bonitinho, tão pegajosinho e eu acabo concordando porque acho fofinho (ainda mais porque ele disse que na manhã de segunda feira me leva em Camden, WOHOOO). Só que quando eu chegar lá, ver ser um inferninho. Pra MIM, é claro. Porque ele vai adorar, vai me apresentar pros amigos que ainda não me conhecem, vai ficar me abraçando e beijando na frente de todo mundo... Ele deve ser um dos 2 ou 3 ingleses vivos que não se envergonham de demonstrar afeto publicamente. Eu também não me envergonho, além de adorar ser abraçada e beijada - mas fico achando que os amigos dele me odeiam.

Por falar em amigos, no sábado ele me apresentou a um desses velhos carecas e barrigudos enfiados num overall colorido. Estávamos aqui em Jersey mesmo, num encontro de colecionadores de carros antigos (também teve corrida, que é pra não quebrar a corrente). "Essa é a Marie...", disse ele, e o velho nem olhou para a minha cara. Adorável. Resolvi nem comentar o fato. Ontem, no pub, estávamos encharcando a carcaça de cerveja quando um outro amigo dele, do trabalho, se aproximou. Temi pela reação, mas dessa vez a abordagem foi diferente. O velho sorriu e disse "God, you're atractive!!". E eu pensei: "God, you're a LIAR!!" HAHAHA. Rollercoaster life indeed.

Domingo, Junho 5

paper clouds.

Tori Amos se apresentou ontem em Londres. De praxe, só fiquei sabendo hoje. How sweet.

Esqueci de comentar. Pintei meu cabelo em casa semana passada, a tinta grudou na unha e manchou de preto. Tive que pintar com esmalte para disfarçar o estrago, agora é torcer pra que cresça depressa e eu vá cortando até sumir a sujeira. O cabelo? Está uma merda, obrigada.

Domingo, chuva, frio.
Estou me sentindo ilhada.

É chato pra cacete não saber dirigir num lugar onde tudo é longe e não existem ônibus.
Estou meio que de saco cheio desse meu estado de dependência motora.

Ontem fomos à cidade e fui formalmente apresentada às charity shops. Roupas usadas, brinquedos vintage, CDs inusitados, livros bacanas, bichos de pelúcia rejeitados por crianças a quem eles já não mais interessavam, potes e vasos e porta retratos vindo de lares estranhos. Acabei não comprando nada, mas um dia eu volto. Acho interessantes objetos com história pra contar, mesmo que eles nunca me contem.

Lendo arquivos antigos de blogs pops. Pessoas copiando e colando posts meus, enchendo minha bola. Tsc. Fama efêmera e idiota, que só me cercou de morons invejosos, gente falsa e frívola, desafetos sem causa (raras exceções, no entanto, fizeram tudo valer a pena). Blog já era, domínio já era, webcam já era. Mas é divertido ver os velhos dinossauros resistindo nos mesmos endereços, emulando um passado glorioso ou resignados a contar suas vidinhas sabendo que agora, apagados os holofotes, ninguém mais se importa.

Oficialmente mortos meu fotolog e orkut, aliás. O segundo leva anos pra abrir, aqui. O primeiro não me interessa mais, o que é uma pena. Não aguento mais o clima do site. As pessoinhas. Estou desenvolvendo síndrome do pânico virtual. Ter fechado meu domínio até segunda ordem foi um sinal claro da escuridão na qual pretendo me afundar. Tá legal aqui no escurinho. Romântico, até.

Meus dois primeiros marcos iniciais na vida de cidadã britânica: meu cartão da Checkers, loja de conveniência (não é de crédito, e sim para acumular pontos). E meu cartão da Blockbuster, que apesar de ser meu tem o nome dele escrito (é o titular, e eu sou uma ninguém que não merece ter o nome numa porra de cartão vagabundo feito na hora). Agora eu posso acumular pontos na nossa cornershop e alugar filmes toscos.

A parte de filmes vai ser complicada. Ele gosta de comédias e cartoons, e eu não tenho muito saco para nenhum dos dois. Não quero que ele fique alugando filmes que só eu vou gostar de ver. Fiquei olhando pra Dogville ontem, não peguei porque ele fatalmente odiaria. Bom, acho que eu também não vou gostar, mas eu preciso tirar a prova, ele (que nunca tinha ouvido sequer falar do filme) não. Peguei Lost in Translation. Ele pegou Dr. Strangelove e um filminho B britânico de terror trash simplesmente delicioso. Eu amei. É divertido, bem inglês, tem zumbis no meio e eu AMO zumbis (aposto que você não sabia dessa). Tudo deu dez libras. Com dez libras você COMPRA um DVD aqui, lançamento. É, também tem dessas coisas.









Gata mamada.


1. Of all the bands/artists in your cd/record collection, which one do you own the most albums by?:
Smiths e Morrissey. Também tenho catatau do U2, Led Zeppelin e Legião.

2. What was the last song you listened to?:
Estou ouvindo, ainda. Clica aqui.

3. What's in your CD player right now?:
Nada. Estou ouvindo música do site acima citado.

4. What song would you say sums you up?:
Algumas. A maioria Smiths, oh.

5. What's your favorite local band?:
Não conheço nenhuma banda local caxiense. E ainda não conheci nenhuma em Jersey.

6. What was the last show you attended?:
Deep Purple, Wembley Arena, London.

8. What's the shittiest band you've ever seen in concert?:
New York Dolls, Old Trafford Cricket Ground, Manchester.

9. What band do you love musically but hate the members of?:
Se eu gostasse de Oasis, a resposta estaria pronta. Mas geralmente quando não gosto de alguma banda ou cantor(a), é porque detesto a música que fazem. Em alguns casos eu até acho a pessoa bacana, mas a música fede. Já se temos em comum a música, é porque certamente a pessoa não é tão escrota assim.

10. What is the most musically involved you have ever been?:
Cantei numa banda pseudo-indie, mas não espalha.

11. What show are you looking forward to?:
Hm. Eu queria ir a um show da Tori Amos. Ela lançou CD novo *altas expectativas*

12. What is your favorite band shirt?:
Eu *amava* minha blusa da Siouxsie. Sempre que eu usava era parada na rua pra perguntar onde eu tinha comprado ou se não queria vender. E Siouxsie nem é tão popular assim. Mas ok, a blusa era foda. Pena que acabou. Adoro a "The World is a Vampire" do Smashing Pumpkins, apesar de a cor estar ficando meio verde e de a malha ser meio dura. Mas a estampa é foda.

13. What musician would you like to hang out with for a day?:
Morrissey, totalmente.
Talvez o David Gilmour, SE tivesse envelhecido com dignidade (eu sou MÁ).

14. What musician would you like to hump for a day?
O que é hump?

15. Doesn't emo suck?:
Qualquer tribo poser adolescente suckeia.

16. Name four flawless albums:
Teria mais do que quatro, but não estou a fim de pensar.
1. The World Won't Listen - The Smiths
2. The Delicate Sound of Thunder - Pink Floyd
3. Wish - The Cure
4. Paris - Supertramp

17. Did you know that filling out this survey makes you a music geek?:
Jura?

18. What was the greatest decade for music?:
Anos 70. Ok, eu gosto muito de algum lixo bacana dos anos 80, mas não digo mais que foi a melhor fase. Tipo, não foi.

19. How many music-related videos/dvds do you own?:
Não lembro. Pouquíssimos, no entanto. Não gosto de vídeo de show, acho um saco.

20. Do you like Journey?:
what the fuck.

21. What is your favorite movie soundtrack?:
Não vou lembrar agora meeeeeesmo, sorry.

22. What was your last musical "phase" before you wisened up?:
Eu gostava mais de progressivo. Ainda gosto, mas muita coisa que eu ouvia antes me dá sono, hoje.

23. What's the crappiest CD/record/etc you've ever bought?:
Um da Furacão 2000, mas não me arrependo. Comprei justamente porque era crap.

24. Do you prefer vinyl or CDs?:
CD. Não tenho paciência pra disco arranhado, quebrado, empenado, chiando... Vintage meu cu, o progresso está aí pra ser aproveitado.

25. What is your guilty pleasure CD, that being the CD you love but would be ashamed to admit you have in your collection?:
O primeiro da Mariah Carey. Quer dizer, nem devo ter vergonha, afinal estou contando aqui. Deve ter mais, só que eu não lembro.

Sexta-feira, Junho 3

Celebrate your top ten in the charts of pain

Tentei a tarde inteira ligar para o veterinário autorizado pelo consulado francês.
Quando consigo, sou tratada com desdém como se estivesse pedindo um favor.

"O DOUTOR está em reunião, vai demorar, ligue mais tarde", ploft.
Reunião? Mas eu quero um VETERINÁRIO, porra, não um executivo.

Eu não tenho quem me ajude, no Rio. Eu não posso passar quatro, cinco meses na casa da minha mãe (além dos seis meses da quarentena, na França). TODAS as minhas coisas ou estão aqui ou estão num navio a caminho. Não tenho mais nada lá, além da metade do meu coração que mia e ronrona deitada no meu colo.

Briguei com ele, vomitei nele toda a revolta que essa lei estúpida e elitista me provoca.

Eu não sei se o que ganhei aqui compensa o que estou para perder.
Eu quero ter o direito de estar infeliz.

Quinta-feira, Junho 2

Live 8

Ontem ele chegou em casa com o Daily Mail. Já na primeira página comecei a surtar.

Coldplay, Dido, Elton John, Keane, Annie Lennox, Madonna, Muse, Paul McCartney, Joss Stone, Stereophonics, Sting, The Cure, REM, The Killers, U2, Snow Patrol...

Comecei a falar "caralho, caralho, caralho", e ele que sabe o que isso significa começou a rir. Apontei pra página e disse I WANT TO GO! E ele, "bem, só tem 150 mil ingressos, e não serão vendidos, vai ser SORTEIO".

Danou-se. Bom, vamos mandar cartas, então? Não deixe o sonho morrer... E ele: "carta não - é por mensagem de texto de celular". E eu: "tá, porra, a gente manda!" e ele "não vai dar. A Jersey Telecom não oferece serviço de texting com 5 dígitos" (WTF???). Ele dá então a brilhante idéia: "podemos ficar no Hilton, visão panorâmica pro Hyde Park". Alguém aí duvida que as suítes com vista pro parque já não estejam tomadas?

Eu NEM QUERIA MESMO, sabe.
Caralho, caralho, caralho.

O chili do sábado.



Estou melhorando, apesar de não ainda 100%. Merda de insegurança. Merda de vida maldita que me jogou pedras e ao invés de usá-las para construir uma escada eu ENGOLI cada uma delas e agora sou obrigada a carregar mil quilos na barriga pro resto da minha existência. "Se te derem um limão, faça uma limonada". MY ARSE.

Meu passatempo tem sido deletar todas as fotos que ele faz de mim. Não consigo sair bem em nenhuma. A dieta está indo pro saco. Estou inchada por causa dos periods. Eu preferia ter TPM a inchar. Eu preferia ter nascido magra & linda. Sim, é um desejo fútil. Mas tudo seria mais fácil e eu seria muito mais segura e feliz. Além de magra & linda, é claro.