Domingo, Abril 4

gente estúpida ponto com

E então tem esse vizinho novo de 18 anos que se mudou pra cá. Que tem uma namorada e passa eras com ela no telefone every day. E que tem uma mãe, que paga a conta de telefone, e que não fica na-da feliz com esse romance over e suas desastrosas consequências financeiras. E que, quando sai de casa, leva o aparelho telefônico na bolsa, para evitar que o garoto extrapole.

Além de ser imbecil o bastante pra não conseguir se controlar e obrigar a mãe a esse expediente, hoje ele foi também audacioso. Cercou minha mãe no meio da rua, disse que a dele havia saído, e pediu um dos nossos telefones emprestado. Minha mãe, a boa samararitana (pros OUTROS, fique claro), cedeu, claro. O moleque passou cinco horas fazendo o aparelho de refém. E quando minha mãe saiu para ir à Igreja, ele passou a tocar a minha campainha insistentemente. Eu estava falando com o Alaric, e fiquei muito chateada por ter que interromper a ligação.

Idiota: oi, sua mãe está?
Eu: não. ela saiu.
Idiota: daqui a quantos minutos ela chega?
Eu: (whatafuck?!?!) sei lá, meu filho. só deus sabe.
Idiota: ahn... é que eu queria o telefone emprestado.
Eu: DE NOVO?
Idiota: ahn.. hehehehe (risada débil)
Eu: olha, eu tô no meio de uma ligação, depois eu toco lá a sua campainha (coisa que eu obviamente não ia fazer nem fodendo)
Idiota: é? tá bom. mas, tipo, daqui a quantos minutos você vai me chamar?

Puta que pariu, né?
Respondi que DEPOIS o procurava e bati o interfone de-com-muita-força. Esperei sinceramente que a peste tivesse entendido o recado, mas olhem lá o desgraçado chamando DE NOVO. Fui lá e arranquei a porra do fone do gancho. Maldição. Pobres e sua habilidade inata para ser notionless na vida. Não que eu seja rica, mas meu amigos de classe média baixa conseguiram pelo menos um pouquinho de educação, o bastante para não fazer de suas existências um INCÔMODO pra quem quer que fosse.

Falando neles, a ida ao Centro de Tradição Nordestinas foi memorável. Eu bêbada e com dor de cabeça (ressaca antecipada?), pegando no sono do braço da Thaíssa, e sendo ninada por uma versão pornográfica de "dorme neném que a cuca vem pegar" by Fernando. E eu comi a tal da buchada de bode, people. Eu não recomendaria aos estômagos mais sensíveis, mas como eu sou capaz de beber vitamina de abacate olhando candidamente para uma poça de catarro, encarei de boa. E talvez role até repeteco.

Centenas de fotos toscas pra postar, eu quero upgradear meu fotki. Talvez até mude de url. Chega dessa coisa de unlovable, quero algo neutro. Algo que dure. Ou não. Eu sou mesmo esse ser destinado a ser nômade na vida. Tomara que eu venha a exercer meu nomadismo inato de verdade, viajando por aí, por exemplo. Mesmo os sonhos mais estúpidos estão aí pra serem sonhados, essa é a função deles. Se todo sonho tivesse que se realizar mesmo, qual seria a graça em sonhar? E aí nem seria sonho, e sim premonição.

E tem outra coisa, eu cansei desse site fora do ar. Cansei de pessoas passando a url do meu livejournal via email pra sei lá onde e quem. É bem provável que role uma mass-deletion nos próximos dias. Eu sei que ninguém liga, mas foda-se, eu aviso sobre algum eventual endereço novo.

O mundo está em vias de acabar-se em merda e eu lhes juro que, a não ser pelo cheiro, isso me deixará imensamente feliz

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Sexta-feira, Abril 2

that's what pals are for

I am what I am, I don't want praise I don't want pity
I bang my own drum, some think it's noise, I think it's pretty

Hoje me dei conta de que as minhas unhas estão TÃO grandes que estão me atrapalhando a escrever. A do dedo médio está arrancando bifes do anelar, quando seguro a caneta. Putz. Preciso criar a tão sonhada vergonha na cara e cortar essa merda.

Ahn, sim - eu falo mal de todo mundo que me chuta, sem culpa (afinal, eu deveria me sentir culpada por isso?), mas o fato é que adoro meus amiguinhos toscos e sem noção. Adoro um pouco menos quando um deles me liga às três e meia da manhã de uma terça feira pra esvaziar o Rio Guandu pelos olhos, lamentando o fim de um namoro choco que não durou nem quatro meses. Fazer isso com uma pessoa que trabalha devia constar do código penal, mas deixa baixo.

Mâsssss... adoro pra caralho quando chego azeda e estragada do trabalho numa sexta feira sem UMA puta perspectiva de diversão e eles estão jogados na minha sala, com um Playstation 2 espetado na TV e duas bacias de pipoca de microondas espalhadas. Por um décimo de segundo me sinto a última das desgraçadas por ser a única ali que precisa estar trabalhando, mas sento junto e derrubo meio copo de manteiga derretida (é, eu estou de dieta, RÁ) numa das tigelas, e dois minutos depois estamos todos fritando linguiça na cozinha cantando Gloria Gaynor. E nem sinto Jack, o Estripador incorporando quando um deles derruba catchup na minha camiseta de 75 reais. É, acho que isso é amor.

Nem sei porque raios escrevi essa merda, bullshit altamente deletável - e provavelmente vou deletar em duas horas, mas até lá meu cu pra raça humana, mas meu coração pras crianças que cresceram (?) comigo.

Holy shit, uma blythe elegant gothic lolita. Me-want.

Falando em gothic...



Meo deos, como eu já fui decente. Obviamente, eu era MAGRA nessa época. Por isso, tá aqui. Me inscrevi (pela quinquagésima milésima vez nessa encarnação) na academia. Sangue, suor e lágrimas - mas nenhuma barriga de cerveja, por favor, porque isso é declassê e eu agora sou chique, bem.

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