Quarta-feira, Dezembro 31

au revoir, enfants

Babies, indo pra Cape Cold now. Volto ano que vem (ou seja, em menos de 15 horas, hahaha).

Sério: os doidos que vão comigo devem voltar no domingo, mas como eu detesto praia e vou só pra beber em quiosque de orla e observar o movimento, devo me cansar disso lá pela sexta feira, mesmo. Mas não prometo nada. =)

Devidamente roubada e adaptada da Flávia:

+ o que você fez em 2003 que nunca fez antes?
hm... sei lá. Escolhi a cor da parede do meu quarto.

+ Você manteve as resoluções de ano novo de 2003, e fará novas para 2004?
Eu nunca faço isso. Perda de tempo.

+ Alguma pessoa próxima teve um bebê?
Acho que não.

+ Alguma pessoa próxima morreu?
Sim, sim.

+ Que lugares você visitou?
Bem poucos. Trabalhando, fica difícil. E eu estava gastando muito dinheiro com coisas idiotas. Em 2004, se eu continuar no trabalho, continuarei guardando grana, mas para coisas LEGAIS.

+ O que você gostaria de ter em 2004 que faltou em 2003?
Hm... qual o limite de caracteres dos posts do LJ?

+ Que data de 2003 vai ficar marcada em sua lembrança?
não foi um acontecimento legal, não vou comentar.

+ Qual sua maior realização no ano?
Eu comprei uma coisa que eu queria muito. E aprendi a ser menos babaca - um pouco menos. E conheci gente nova legal. E acho que me livrei dos carmas de gente filhadaputa da internete.

+ Qual foi o seu maior fracasso?
Emocionalmente falando, o ano foi meio pífio.

+ Você teve alguma doença?
Sim, mas tudo se resolveu bem. Nem doenças me aguentam por muito tempo.

+ Qual foi a melhor coisa que você comprou?
apesar de tudo, minha câmera.

+ Que comportamento mereceu comemoração?
o meu.

+ Que comportamento foi deprimente?
o resto do mundo cabe numa só resposta?

+ Pra onde foi a maior parte do seu dinheiro?
manutenção desse computador maldito.

+ O que te deixou realmente excitado:
fazer fotos legais e ouvir muita música boa.

+ que canções sempre vão te lembrar de 2003?
sei lá, eu só ouço flashback, mesmo... Mas ok, acho que esse foi o ano da vagabunda da Kelly Key.

+ Comparando-se com essa época, no ano passado, você está:
I. mais feliz ou mais triste? acho que na média.
II. mais magro ou mais gordo? definitivamente mais gorda, agora!
III. mais rico ou mais pobre? mais rica, eeeeeee.

+ O que você queria ter feito mais?
fotos e viagens.

+ O que você queria ter feito menos?
gastos inúteis.

+ Como vai passar o reveillon?
na praia de Cabo Frio.

+ você se apaixonou em 2003?
felizmente, não.

+ Quantos ficantes?
Acho que passei da fase de achar graça em ficadas. Se é pra chifrar meu namorado, que seja "de com força" e em grande estilo, e não com algum beócio noturno para quem eu serei mais um número na lista de beijadas da noite.

+ Qual foi seu programa de TV favorito?
TV Fama, eeeeeee!!!
Nah, mentira. Nada digno de nota na TV, really.

+ Você odeia alguém hoje que não odiava há um ano?
Hm... Acho que felizmente, não. Meus ódios se mantiveram constantes, o que já pode ser considerado um avanço.

+ Você gosta de alguém hoje que odiava há um ano?
Sim, sim - vejam como eu estou "crescendo" como pessoa, não passei a odiar ninguém, e ainda amo quem odiava!

+ Qual foi o melhor livro que você leu?
Não dá pra citar aqui, embora não seja pornô, haha. Aliás, foi o único que li, mas me ajudou a reafirmar convicções. Gostei.

+ Qual foi a sua maior descoberta musical?
Fiz uma enorme. Aprendi a parar de renegar meus gostos estranhos.

+ O que você quis e conseguiu?
Uma digicam.

+ O que você quis e não conseguiu?
um propósito para a minha vida.

+ O que você fez no seu aniversário?
Foi um aniversário triste...

+ O que teria feito o seu ano infinitamente melhor?
Mais dinheiro.

+ Como descreveria seu modo de se vestir em 2003?
Roupas feitas em casa, sapatos coloridos, roupas pretas, jeans largos, vestidinhos, acessórios malucos, enfim - o de sempre.

+ O que manteve a sua sanidade?
O meu bom senso.

+ Qual celebridade você mais admirou?
Sei lá, eu meio que cago pra celebrities.

+ Qual episódio da política que te deixou mais puto?
nem a pau vou lembrar do que quer que seja relativo a política, agora.

+ De quem sentiu falta?
Acho que de ninguém. Estou conseguindo destruir vínculos humanos, e isso é ótimo.

+ Quem foi a pessoa mais legal que você conheceu?
Pessoas geralmente não são legais. Ahn, ok: me dou por feliz por ter mantido as velhas pessoas legai.

+ Diga uma lição valorosa que aprendeu em 2003:
VIVA a vida. Ela pode ser tirada de você antes que perceba. Faça de tudo para dar um sentido à sua existência, porque vir ao mundo é passeio é uma coisa muito, MUITO infeliz.

Repetindo o que eu disse lá: Bebam muito, comam muito, façam muito sexo, porque viver é o momento PRESENTE - e não ficar remoendo o passado OU fazendo resoluções de fim-de-ano que talvez você nem tenha tempo de cumprir. A vida é AGORA. Vejo vocês ano que vem.

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Terça-feira, Dezembro 30

Bizarro, bizarro

Devo estar grávida. Acabei de engolir um pote de pêssegos em calda com batata palha. E descobri que creme de leite light parece vômito de gato. Odeio coisas dáieti. Melhor passar a alface com nabo cozido OU assumir a obesidade. Eu prefiro a segunda opção.

E acabei não indo na pizza de níver da Natália, até porque ela não existiu. E o respectivo chegou aqui em casa disposto a ficar puto se eu fosse - afinal, eu tinha marcado com ele primeiro. Homens são uma raça demoníaca - se forem da espécie "namorado", então, são até venenosos. Stay away.

E estou "tão" entusiasmada com o domínio que até esqueci de anunciar que ele está online. Eu IA fazer um layout - não vou mais. Vai ficar aquilo ali mesmo até eu acordar com muito tempo e disposição - será que voltarei a acordar assim algum dia? Pra ser honesta, nem sei pra quê manter um domínio. Acho que só o pago pra ter direito a emails legais com o meu nome - com todos os meus nomes, haha.

E grupos de discussão podem ser uma coisa divertida (pelo menos bem mais que chats e Ircs):

lucci: puta paciencia. eu ja teria mandado ele tomar no cu.
sabrina: não é uma boa idéia. vai que ele aceita a sugestão, vai de fato tomar na bunda, fotografa tudo com a webcam e decide postar aqui??
gude: aiaiai, nao de idéias
guilherme: Deus tenha piedade de nós!!!!
smartt: Deus não existe. Eis a prova:

(segue-se post do Smartt introduzindo o respectivo numa região pouco exposta de sua anatomia)

O Smartt é um personagem essencial a qualquer newsgroup. Escroto, boca suja, punheteiro, viciado em pornografia de quinta categoria e DVDs de filmes Z, agride verbalmente a deus e o mundo, mas todos sentem falta quando ele some e pára de postar sua cota de 500 fotos de hard porn diárias. Agora ele comprou uma webcam (fez até um fotolog!!) e passa o dia postando fotos dos seus DVDs e VHS, fotos do seu pai - que ora parece estar vivo, ora parece estar empalhado - e também do seu membro hirsuto. Yeah.

Ele postou fotos minhas num fórum pornô (com o singelo título Brazillian Biatch wants gringo dicks) e graças a isso eu recebi um "convite" dessa "agência de modelo" aqui (na verdade uma fábrica de vagabundas virtuais). E eu achei o máximo, estou rindo disso até agora.

O Smartt é o stalker que todo mundo gostaria de ter.

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Segunda-feira, Dezembro 29

i love you, you pay my rent

Essa música dos Pet Shop Boys é fofa. E eu preciso de uma versão VELHA do Winamp. A atual é muito pesada, nojenta. Any clue?

E segundo isso eu já tenho direito ao seguro desemprego. YAY, a idéia da demissão iminente já não é mais tão aterradora. Sinceridade? Nunca foi. Mas é melhor saber que terei três meses de sossego, COM Velox. =)

Meninas da minha lista que têm fotolog (quase TODAS, né? Suas exibicionistas fúteis, HAHA!): por acaso alguma de vocês recebeu um convite de agência de modelo no exterior? Hm... haha. Essa história está me parecendo muito com o acontecimento que contei aqui. Hoaxes...

Last, but not least, o caminhão de beijo na bunda de hoje vai pra ela, que FEZ e me mandou o cartão mais lindo ever... Aliás, minto, os cartões (e todo o tipo de montagem/colagem) que ela faz são fodas, cada um mais lindo que o outro... Fora as palavras escolhidas a dedo pra ilustrar nossas vidinhas. My talented sistah:

Glitter is all WE need:



De brinde esses über cute post its japoneses:



Close neles, que eles são fofos:



E a resposta é SIIIIM, eu sinto falta das nossas tardes sentadas na concha acústica da UERJ picando papel colorido como quem rasga dinheiro e entupindo tudo dentro de hand made envelopinhos chiques. A gente só devia crescer se quisesse, por escolha própria - e não ser obrigado a isso. Mas nesse caso depende de nós pisar no freio, olhar pra trás e dar marcha a ré. Sempre que isso for preciso.

Needless to say, you're a REAL sistah, baby.
Vamos beber horrores em january, quando a Flávia estiver in rio.

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Sábado, Dezembro 27

sabadão

too many fucking humans
you breed like rats
And you are no fucking better


O nome da banda é No Trend.

E o que são esses punheteiros de fotolog me mandando fotos de si próprios de sunguinha, estirados languidamente sobre a cama??? Jesus. Eu devia mandar a ética pra casa do cacete e postar essas coisas aqui. Funny as HELL. Será que eles acham que isso é sexy? Ou melhor, será que existe ALGUMA mulher que ache isso sexy? Eu acho, além de brega pra cacete, extremamente GUEI.

Resoluções de ano-novo: pintar meu cabelo de preto e fazer mechas roxas, inaugurar mais duas tatoos e por fim uma plástica no nariz. Só espero ter grana pra tudo isso.

E hoje tem a pizza de níver da Natália. Sinceridade? Nem um tico a fim de ir. Primeiro porque é longe, depois por ser à noite (a volta pra casa promete stress), depois porque vai gente que eu preferia poder evitar fora de ambiente de trabalho, e por fim porque eu comi tanto no Natal que estou sem fome até junho de 2004. Merda. O problema é que eu adoro as meninas. Ok, me going.

Falando nisso, Nat e Ju under the tree.



Nestlé... A gente costumava se sentar nessa escadaria pra falar mal do sistema. Haha.



Essa foto do Michel em movimento ficou hilária:



Olha o estilo do Nandinho pra atender o celular...



E agora eu vou lá dar dois minutos de atenção ao meu namorado. Eu acho que estava ficando doida quando pensei em mandá-lo pastar. Ele tem todos os defeitos do mundo, but who doesn't? Mas é um dos raros seres sob a face desta terra que segura a minha onda.

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Sexta-feira, Dezembro 26

back to my (almost) normal life

Frio do cacete, eu trabalhando de gola rulê com um ar condicionado de 20 graus que congela meu cérebro.
E ainda esperam que eu raciocine.

As girls vieram aqui no trampo, hoje. My dismissed friends. Quase não puderam entrar (burocracia + gente CUZUDA), mas entraram e fomos pra rua e fizemos fofoca e fotos (later, here - come back for updates). Natália faz aniversário hoje, e vamos pra pizzaria amanhã. Sei lá se vou, mas farei um esforço. Vida social, aqui vou eu - meio a contragosto, mas ainda não chegou a minha hora de entrar de vez na concha.

Wishlist de ano novo: um kimono japonês (vendido a 130 reais lá na Rua da Alfândega), chinelinhos idem, um discman (desisti das rádios, não estou podendo com tanto breganejo + pagode + gospel na idéia logo de manhã, indo pro trabalho... Isso potencializa meu mau humor matinal), uma tatoo, um coturno novo (porque o meu está quase perdendo a sola), uma cybershot (hahahaha - SONHA, garota...), e muito dinheiro pra gastar com todo mundo que estará no RJ em janeiro.

E o camarada aqui do trampo "colou" em mim. Tudo porque peguei o ônibus errado quando fui pro trabalho no dia 24, e fiquei sem reais pra voltar pra casa, e ele me emprestou algum. Agora ele se acha no direito de me dizer coisinhas e me mandar cantadinhas indiretas. SEFODEAÍ. Por causa de cinco reais?? Que eu até já paguei????? Ninguém merece. Nin-guém.

E o que é esse Tatu, hein... Lesbiquinhas posers, tudo bem - isso está na moda, agora, he. Mas na boa, que "música" dantesca!!! Que voz horrenda! POR QUE cacetes elas precisam berrar desse jeito? Vontade de estourar aqueles miolos russos antes que aquela voz estridente estoure os meus tímpanos. Puta que pariu. Eu vou montar uma banda.

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Quinta-feira, Dezembro 25

tomara que o noel esteja bêbado

Cumprida a promessa: comi e bebi tudo o que havia disponível e adormeci antes da fatídica meia noite. "Esqueci" de ver o especial de Natal da Xuxa, não tive a "sorte" de assistir a nenhum filme natalino piegas americano, não montei árvore de natal, não acendi porra de luzinha nenhuma, economizei energia e hipocrisia - não desejei feliz natal nem pra minha mãe. Algumas pessoas queridas me ligaram, ontem. Fiquei feliz por ouvi-las, mas ignoramos solenemente a data constante no calendário.

Natal é o cacete, mas ganhar presente, beber vinho e comer farofa é legal.

Eu tinha convites para passar a Noite Infeliz em seis casas diferentes. Mas assim que a porta do meu quarto se tranca atrás de mim, eu sinto que não há nenhum outro lugar no mundo onde eu queira de verdade estar.

* * *

- Será que um dia ainda vamos rir disso tudo?
- Nós TEMOS que rir disso tudo, algum dia, baby.

Eu queria que você entendesse que "rir disso tudo", pra mim, não vai ser quando (e se) eu um dia me achar sentada numa pilha de notas de cem dólares, ou fizer parte do cenário daquela foto que te mandei - um banheiro com paredes de vidro no alto de uma cobertura em NY. Naquele dia eu chorei olhando a foto. Não por saber que eu talvez nunca venha a estar num lugar como aquele, mergulhada em espuma cheirosa às seis da tarde vendo as luzes de Manhattan acordarem. E sim porque houve uma vez em que um banho humilde já me despertou essa mesma sensação. Que talvez eu nunca mais venha a sentir novamente, com ou sem dinheiro.

Eu era bem pequena, tinha acabado de me mudar de uma casa para outra (ainda em construção) e, sentada dentro de uma bacia metálica, no chão do que viria a ser nossa cozinha, observava a noite cair através da porta aberta, enquanto minha mãe despejava água quentinha sobre a minha cabeça. Eu estava ansiosa pelo fim do banho, porque já podia ouvir a musiquinha de abertura do meu desenho animado preferido, na TV da sala.

Eu estava tão feliz, tudo era diferente, divertido e excitante, desde o fato de não termos ainda um banheiro propriamente dito até aquele monte de tábuas empilhadas pelos cantos e o cheiro de cimento e a poeira eternamente em suspensão que grudava nas coisas e pessoas. E ao mesmo tempo tudo era tão familiar, o prazer de sentir a água quente escorrer pelas costas arrepiadas de frio, a voz da minha mãe reclamando da bagunça ao redor... E eu estava orgulhosa de mim mesma, porque percebi que havia aprendido a cantar a musiquinha do desenho, e depois do banho ia ter coca cola e sanduíche de pão com ovo pra acompanhar o episódio.

Eu não preciso de nada pra ser feliz além de recuperar essa sensação de plenitude dentro da minha própria pele. Às vezes acho que nada que venha de fora terá, nunca mais, o dom de me fazer acreditar que viver vale a pena. E, se estiver aqui dentro, pode ser que tenha morrido afogado nas lágrimas ou sufocado embaixo de todas as coisas que tive que engolir pra continuar vivendo.

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Terça-feira, Dezembro 23

felicidade?

E então hoje eu passei bem longe daquele ponto-de-ônibus-maldito que me carrega direto pra onde satanás perdeu as botas.. e acabou ficando. Não fui trabalhar. Tivemos pajama's party ontem, dancei a madrugada inteira, e o meu amor baixou centenas (ééé, centenas) de arquivos de musiquinha de karaokê aqui (porque o videokê da casa estava com defeito) e eu e ele e a thaíssa e a samara cantamos all fucking night long, e eu descobri que a minha voz cantando dancing queen do abba fica linda e só por isso decidi que terei uma banda cover do abba amanhã.

E hoje nós compramos comidinhas, mas eu quis testar meus limites e não comi nada. Eu e ele fomos à padaria de bicicleta comprar coisas e na volta a chuva despencou, quase sádica de tão inesperada e forte, e voltamos pra casa rindo, tentando inutilmente proteger as coisas dentro das sacolas (que chegaram pesadas de água, os pães virando-se em pasta), e descobrimos juntos que descer ladeira de bicicleta na chuva é A_Melhor_Coisa_Ever, melhor até que pão quentinho com manteiga.

E eu cheguei em casa com o cabelo grudado na cara, ele disse que eu estava linda e fizemos mil e quinhentas fotos, que ele implorou que eu não postasse em porra de fotolog nenhum porque seriam só nossas pra toda a eternidade, e riríamos dela até que as deletássemos - porque nada é eterno, enfim. Porque sim, elas ficaram horríveis, estava escuro e o flash fode com tudo, mas não, elas ficaram lindas porque ele disse que eu tenho cabeça de alienígena mas olhos de rainha egípcia, e então eu sorri e ele fotografou a felicidade. Assim mesmo, com flash e no escuro. E eu descobri que a felicidade é LINDA.

E agora eles estão na cozinha gritando e cantando dance music dos anos 90 enquanto fazem rabanada e pudim de leite. Uma festa pra mim, porque eu estava triste e porque não indo trabalhar hoje eu perdi o happy hour da empresa. No remorse. Eu não queria mesmo ser um peixe fora d'água lá, se o meu cardume está aqui mesmo.

SIM, eu comi um prato enorme de nuggets com batata frita e arroz papa e caldinho de feijão (meu prato childish preferido) e fiquei TONTA ao cubo porque meu corpo estranhou. Me pesei na balança da farmácia ao lado da padaria e ela mostrou dois quilos e 300 gramas a menos. Estou com um tesão sobrenatural por beber vinho branco gelado mas ele não deixa porque sabe que eu vou passar mal se beber depois de tanto tempo sem comer. Mas me trafica copinhos de amaretto por debaixo da mesa, e eu o amo por isso.

E amanhã eu DEVO estar em casa. Tenho tanta coisa para fazer lá que minha cabeça dói. Mas tem também as estrelinhas no teto do quarto, e eu sei que elas sentem a minha falta.

Eu nem sei por que escrever tudo isso. Eu nem estou tão feliz assim, estou talvez exacerbando artificialmente uma sensação que talvez seja só alívio. Mas ainda assim essa mentira benigna que estou contando a mim mesma é melhor do que Prozac. E agora eu vou lá na cozinha sentar em cima da mesa e amá-los com os olhos enquanto eles cumprem, aos risos e sem cobranças, a boa ação do ano: me fazer sentir um pouquinho só menos "unlovable".

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Sábado, Dezembro 20

ninguém me ama...

E nós com isso?

Minha mãe viciou no canal 33. People & Arts. Sendo mais específica, naqueles programas tipo "as mansões dos ricos e famosos", "álbum de casamento". AI, CACETE. A genética podia ter me favorecido mais.

A semana tem sete dias e eu só consigo dormir de verdade em dois. Não é de arrancar os cílios? E eu não quero que minha mãe traga as amigas pra cá no Natal, nem quero passar o natal na casa das respectivas peçonhentas. Pau no cu delas. Pau no cu de quem, pra puxar o saco da minha mãe, julga a minha vida e as minhas atitudes. Odeio-as, e quero que engasguem com a farofa do peru ou morram ingerindo palmito com quilos de toxina botulínica, desde que LONGE DA MINHA CASA.

Obrigada.

E meus amigos fofos da real life com quem eu não falava há tempos (nerdice extrapolando padrões aceitáveis) começaram a mandar cartões de natal. Virtuais ou daqueles que dá pra PEGAR, sabe? Papel, brilhos e envelope. Coisa muito adorable. Tenho que ser legal e dar OI, pelo menos. Apesar de eu ser daquele tipo que ama mas não fala.

Colocar PEPSI num copo da coca cola!!! AHHHHHH, SACRILÉGIO! Excomunhão já!


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Quinta-feira, Dezembro 18

good news

Coisinhas simples, coisinhas nem tão bobas, mas coisas legais. Vamos ver até quando meus músculos faciais conseguem segurar esse sorisso.

Gotta buy more esmaltes. Minha necessaire (vamos fingir psicologicamente que essa bolsinha de pano com "prástico" por fora seja uma) de produtos de manicure tá o fim. Esmaltes grossos, algodões esgarçados e sujos, lixas gastas e encardidas... Tenho que dar um renew, comprar outro esmalte preto (necessidade básica), um marrom escuro, um super red, os colorful de sempre e os basiquinhos. Uns 15 vidrinhos. Chega de coisas metálicas, por cristo, que isso tá cafona.

Perdi a vaidade por 15 segundos, e ela sumiu. Se eu pudesse, viveria vestida com um barril. Sooo fat. Eu queria sandálias de riponga + go go boots + uma blusinha rebelde (haha) que tá por 35 realz na Renner. Não tô no clima de encarar loja de departamentos e sair de lá carregando sacolinhas pra curar minha deprê. Vou gastar esse dinheiro na night.

Mas nada de lugares chiques. Nem ir muito longe. Estou ficando velha e cansada de estar velha e cansada. Vou arrumar um lugar onde eu possa sentar e ficar bebendo all night, e se eu ficar mal, que haja um muro próximo.

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Segunda-feira, Dezembro 15

sweet sunday

...e então a Camilla mandou um email cheio de métodos rápidos, baratos, fáceis, limpos e indolores de tirar a própria vida. I wanted to die. Acho que eu sempre quis morrer, desde que nasci. Já tentei algumas vezes, numa delas por **muito** pouco não tive sucesso (chegaram a me declarar morta no pronto socorro, aliás... um verdadeiro happening), e assim vamos levando. Raciocine comigo: na morte, não tem subemprego, não tem pessoas sendo cruéis, não tem humilhação, não tem sofrimento. Não tem nada. Decididamente, a morte é melhor do que uma vida ruim. Só é pior do que uma vida boa, mas QUEM é que tem parâmetros confiáveis pra julgar a qualidade de vida alheia?? Não venha me dizer que a minha vida é boa. Contente-se em saber da sua.

Eu decididamente não vou cansar as pessoas com as minhas histórias. No sábado eu havia bebido um monte, e quase vomitei o próprio estômago no dia seguinte. Abri a inbox, li o email da Cami, achei tudo muito interessante, mas faltavam ingredientes. Tá, tinham uns métodos que nem ingredientes requeriam, mas esses eram mais-ou-menos. Daí pus um vestido e fui para o meu lugar preferido no mundo. Chorei por algumas horas, engoli muitas latinhas de cerveja e voltei pra casa chutando pedras pelo caminho e questionando minhas inclinações suicidas. Mas não o bastante para engavetá-las.

Nunca, eu disse, NUNCA na minha vida a frasezinha de "Nowhere Fast", dos Smiths, me resumiu tão bem: "and when i'm lying in my bed, i think about life and I think about death, and neither one particularly appeals to me". É isso. Se eu estiver viva ou morta amanhã, tanto faz. E, como tanto faz, resolvi que ontem eu não ia me dar ao trabalho. Too lazy, eu já disse por aqui antes.

Hoje eu voltei a ficar mal, por motivos diferentes - e pelos mesmos de sempre, claro. O mundo é tãããão previsível... E não desiste mesmo de dar na minha cara. Mas, como diria a Poliana, "tudo bem!". Aquele tudo bem com uma gotinha de sangue caindo...

Fotinhas... Às vezes me deixam feliz, quando saio bem nelas. Não foi o caso, mas fuque ófe. Com ou sem photoshop, eu estava com uma enorme sensação de alívio ontem à noite (que já se esvaiu completamente hoje, mas...). Fotos assim são fúteis, mas pra mim, às vezes, têm um significado maior. Quase uma celebração da minha "ainda-existência".





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Sábado, Dezembro 13

almoço de sábado

Clara, Roberta e Thaís almoçando aqui e me enchendo o saco. Eu me tranco e quero ficar sozinha e então elas jogam copos de plástico na porta do meu quarto. Às vezes acho que seria mais fácil que TODOS os meus amigos fossem nerds virtuais a 500km de mim. Só nos encontraríamos online e eu poderia então bloqueá-los no MSN e só dar um "oi" quando eu quisesse.

E aquele Pereira, que tem um "blog" na Trip, cara, que foda. Eu daria o cu pra escrever daquele jeito. O cu. Odeio gente que entope o texto de palavra difícil e referências obscuras/mudernas pra soar esclarecido. É muito mais difícil dar vida a um texto. E o diário de vida do Pereira quase fala.

Outra coisa que eu queria saber... Ver homens falando de mulheres é uma coisa que frequentemente me dá nos nervos. Eles se referem a elas (ok, a nós) como se fôssemos de outra espécie. É impressionante o quanto se acham superiores porque entendem regras de futebol, porque sabem falar os nomes de todos os membros das bandas de rock que gostam, porque já leram todos aqueles gibis cult, porque acham que entenderam as metáforas de Matrix e Clube da Luta (duas merdas de filmes, na minha humilde opinião não-cinéfila), enfim... Não se dão conta de que são tão fúteis quanto a maioria das mulheres - só que a matéria da futilidade é outra.

E se elas (agora eu peço licença pra não me incluir, ok?) são tolas, culpa deles. Eles acham ridícula a preocupação insana delas com as calorias do prato, mas também ridicularizam as gordas. Eles acham graça do tempo que elas gastam no salão, mas criticam quando o cabelo ou a unha aparecem maltratados. Caçoam dizendo que são burras, mas morrem de pânico de mulher inteligente - e fogem correndo quando encontram uma. Gostaria de ver as mulheres se recusando terminantemente a trepar com barrigudos, barbados ou homens com unhas e cabelos maltratados. Será que veríamos nascer então uma geração de homens fúteis? E burros, também. Porque tendo que gastar tanto tempo se preocupando em metamorfosear-se em algo agradável sexualmente, não sobraria então tempo para ler gibis, decorar a escalação de times de futebol, ouvir 30 CDs de rock na sequência - essas coisas "intelectuais" todas, aí.

Inconscientemente, essas bestas estimulam as meninas a serem exatamente do modo que não querem que sejam. Ou talvez de fato prefiram menininhas teletubbies, que eles possam controlar. Perdem assim a chance de viver uma relação de verdade com uma pessoa completa, e não apenas com uma vagina cor-de-rosa, enfeitada e cheirosinha. Assim eles sempre vão dividir seus interesses em 1) mulher pra "amar" (que tipo de amor é esse??) e trepar e 2) amigos machos, pra enfim, poder conversar e demonstrar o que são. Não precisava ser assim. Uma menina como eu não precisava ser confundida com lésbica, mal comida ou problemática por ousar ser diferente do padrão feminino atual. Mas assim é o nosso mundo onde, por sorte, cada homem terá a mulher que merece. E vice versa.

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Quinta-feira, Dezembro 11

mess

E hoje as meninas, Natália e Juliana, foram lá no trabajo almoçar com a gente. As duas estagiárias que foram demitidas, nem sei o porquê. Saudade delas. Sinceridade mode ON: tá sendo BEM chato ficar sozinha na hora do almoço, e eu não tenho vontade de falar com as pessoas restantes. As pessoas ruins parecem ter ficado maiores e piores.

Almoçamos happily com o Fernando, o Filipe e o Michel. Levei a câmera, mas óbvio, esqueci no armário. Rimos e falamos merda, leveza absoluta cada vez mais rara no meio do turbilhão de problemas e mal entendidos que estou enfrentando, por lá. Acho que minha demissão também é questão de tempo - talvez no fim do mês. No stress. Até já estou aqui desenvolvendo soluções criativas. Voltar a digitar trabalhos de faculdade. Ajudar minha mãe nas tarefas domésticas para ver se pelo menos o Velox ela se anima a pagar. Vender lingerie - por sorte tenho alma de mascate. Sei lá. Só sei que aquele emprego, que já era sufocante com Ju e Nat pra fazer fofoca na escada comendo bananada, agora ficou massacrante.

Às vezes a palavra CERTA vem de onde menos se espera.

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sweetess, sweetness i was only joking...

...when i said i'd like to smash every tooth in your head.

Eu não sou uma boa menina.
Subi quase uma hora de morro rodopiando por entre becos e pulando poças de esgoto para chegar ao terreiro, digo, ao galpão do Salgueiro (é, morro do Salgueiro, aquele lá na Tijuca, o da escola de samba e tudo) para um autêntico baile fânque carioca. Não foi na quadra, não. Foi num lugar absurdamente enorme - dois campos de futebol + 10 mil pessoas te dizem alguma coisa? - ao qual eu não conseguiria chegar sozinha de jeito nenhum. Na boa, foi preciso guia local para que a gente achasse a bagaça.

Idéia do Fernando, CLARO. Quem mais conhece traficante? Quem mais diz gostar de rock progressivo mas "curte um baile pra desopilar"? Não é recomendável "ficar" com as "tchutchucas" nativas, afinal, somos "alemão" (haoles, foreigners, chame do que quiser) e se, por azar, o Nandinho tocar os lábios de uma preta comprometida com (ou alvo do interesse de) algum gerente de boca, terá selado a própria morte com um beijo. Mas às vezes ele se arrisca... Gostar de viver perigosamente é isso aí.

Eu vos confesso que dancei e que ri. Alguns funks mais "heavy metal" não tocam nas rádios. Mas tocam lá. E as letras são de um brilhantismo coloquial comovente. Sério, não estou zoando. E achei bastante interessante, do ponto de vista sociológico, ter me deparado com inúmeros cidadãos sem camisa, dançando com AR-15 pendurados nos ombros. Chato só ter tomado uma coronhada, de bobeira, coisa assim "sem querer", acidental - mas doeu e abriu uma pequenina brecha sangrante na minha testa.

MATADOR: Aí, mal...
Eu: Tem erro não, foi acidente.
MATADOR: Num tá vendo?...

E eu ia falar O QUÊ?

Bebi gummy de váááários sabores, comi churrasquinho (linguiça é mais seguro, o gosto é inconfundível e o risco de o churrasco "miar" é menor), caipivódega (pra mim aquilo era cachaça dentro de uma garrafa de Smirnoff, mas qual é a diferença, mesmo?), ouvi elogios à minha bunda e ao meu cabelo, fui chamada de "sereia", "princesa", "neném", e umas outras coisas lá que a) eu não entendi ou b) prefiro não mencionar. Não dei beijo na boca não, mas tive que aturar o Nando a noite toda bêbado dizendo que eu "estava gostosa, hoje". Ah, tá - valeu.

Amanhã eu não sei se volto lá, ou se vamos pra Vila Mimosa beber e ver o movimento das putas, ou se vou com o Jorge prum baile funk de rua, no subúrbio (não é em favela), onde ele será DJ. Os traficantes pagam 200 pratas pra quem fizer o serviço até três, quatro da manhã. Pode rolar tiroteiro? É lógico. Aliás, estranho vai ser se não rolar. Mas do jeito que o Rio anda, podemos ver nascer tiroteios até dentro de Salão do Reino das Testemunhas de Jeová.

E, sem querer desmerecer a crença alheia, o baile funk é beeeem mais legal.

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Quarta-feira, Dezembro 10

annoyed

O mundo é sujo, o mundo é feio, o mundo é MAU. Demitiram minhas amiguinhas lá do trabalho. A troco de virtualmente porra nenhuma. A mensagem passada foi clara: não importa se você é um excelente funcionário, não interessa que se esforce, nada é relevante - a ÚNICA coisa que manterá o seu emprego é a sua capacidade de puxar o saco dos patrões e um dedicação quase que religiosa ao trabalho. E nesse último caso, nem estou falando de competência.

Sabe aquele funcionário BUCHA? Que não se atrasa nunca, que sempre volta do almoço mais cedo pra voltar ao trabalho mais rápido, que não perde tempo com coisas inúteis feito rir de uma piada que o amigo ao lado contou, que sempre está disponível para o que o supervisor mandar, mas nunca estará disponível prum churrasco com os colegas da repartição? Pois é. É ESSE tipo de retardado que será promovido, mas NUNCA você, que é criativo, que é eficiente, que tem boas idéias, mas sei lá, tem a péssima mania de rir durante o expediente.

Funcionário bom é funcionário robô. Por que esses filhos da puta não automatizam a produção, de uma vez? Ou então porque não passam lá na APAE e contratam uma turma inteira? Alguns retardados são bem espertos, com uns seis meses de treinamente intensivo é bem capar de eles aprenderem a digitar uma frase inteirinha no micro: EU AMO MEU TRABALHO E MEU PATRÃO.

Cansando MESMO de viver, sabe...

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Segunda-feira, Dezembro 8

méssenjer

Não vou mais adicionar ninguém a menos que peçam antes por email. Quando me dei conta, já havia estourado o limite da lista (150 pessoas). Tudo fotologger, claro. Aí você vê aquela janelinha pulando e bingo: "oi gata, vc é linda" ou "oi, quem é você?". Tem que ser MUITO come-ninguém pra sair adicionando tudo quanto é "mulé de fotológue" no MSN e depois nem saber de quem se trata.

Deletei geral, mesmo. Metade da lista, pra ser exata. Quem estava nela há milênios e nunca apareceu pra dar OI também foi varrido pra baixo do tapete. Agora vai ter que rolar pedido formal. Importante, eu? Eu, não. Só não quero ter que ficar perdendo tempo fechando janelinhas na cara de energúmenos.

Taí algums fotos do Rio Water Planet - é um parque aquático, pra quem não sabe. =) E as fotos estão escrotas porque foram redimensionadas via web (preguiça).

Juliana (de preto) e Natália no ônibus.


Natália fazendo palhaçada (e usando os meus óculos)


Raquel, nossa supervisora.


Os meninos no estacionamento.


Fun, fun, fun.




Vai encarar?


Fábio, Nando e Thiago - Men In Black.


Vista:


Cenário de gravação do programa FAMA:


Patrícia, Bruna e Raquel.

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Domingo, Dezembro 7

okay

Ok, meu micro está fodido, minha memória foi pra casa do cacete, tudo está travando a cada cinco segundos contados, E EU NÃO ESTOU FELIZ.

Bingo. Se você disse que essa pessoa reclamona aí de cima soy yo, acertou. O prêmio é um pé na sua bunda.

Acabei de chegar do Rio Water Planet. Foi essa a merda de festa de fim-de-ano da minha empresa. Nem vou culpar os patrões, porque a idéia de jerico foi dos funcionários - não sei exatamente QUAL, mas juro que mato, se descobrir. Estou com um monte de fotos aqui na memória da câmera, com uma preguiça do cacete de passar pro micro. Bem como as fotos dos primeiros presentes de natal que me dei, que já estão no pc, mas nem redimensionei pra postar.

Meu rosto está vermelho, eu estou ardendo e nem entrei na água. 1) estou em "red days" (graças a deus... cheguei a ter pesadelos achando que estava grávida, esse mês) e 2) eu odeio o climinha sol-piscina/praia-biquini-cabelo molhado. Tão declassê... Eu sou madame, sim. Fui de chapelão, vestido, chinelinho e fiquei atirada numa caminha reclinável. Sozinha. Claro, todo mundo se enfiou na água e eu fiquei lá, largada. Sorte que havia armários pra guardar volumes, caso contrário eu teria virado cabide.

Eu odeio gente. A cada dia que passa, odeio mais. Eu só não entendo porque não tomo logo coragem para as providências necessárias. Eu tenho que acreditar no que o Cau fala. A internet é um microcosmo do mundo, e não o oposto. A internet e o mundo são uma fossa literal, e eu vou acabar me tornando um lixo humano se continuar aqui fazendo social. Eu chorei litros quando ele me disse isso. Estou chorando agora porque as palavras bateram forte no meu rosto, que ainda arde. E espero que as lágrimas sejam o batismo da minha nova resolução: a de FUGIR disso aqui e de todos o quanto antes.

É chato ter que admitir. Mas você sempre esteve (e está) certo em relação a quase tudo. Eu ainda tenho muito o que aprender com você, mesmo que eu ache 90% das suas atitudes e convicções ridículas. Perdoe a minha pretensão de me achar a dona da verdade. Quero ser igual a você quando crescer.

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